Economia
Preço do fumo renova esperança dos produtores do Agreste de Alagoas
Valor do quilo do tabaco tem aumento e está sendo comercializado entre 27 e 37 reais no mercado
A cultura fumageira foi, por várias décadas, a principal atividade produtiva, responsável pelo crescimento urbano e pelo desenvolvimento econômico de Arapiraca.
O município localizado na Região Agreste de Alagoas vivenciou o período de ouro da cultura fumageira entre as décadas de 1940 e 1980, com a instalação de várias indústrias multinacionais que compravam o tabaco e exportavam o produto, principalmente para países da Europa.
Nesse período, a área de plantio chegava a 30 mil hectares de terra, com a geração de mais de 20 mil empregos no meio rural em Arapiraca e nos municípios vizinhos.
Mas, no início da década de 1990, as leis internacionais ficaram mais rígidas em relação ao consumo de tabaco, o que acabou gerando a redução da área do plantio e o número de produtores de fumo em Arapiraca. A nova convenção de trabalho também afetou os produtores de municípios vizinhos, como Coité do Nóia, Taquarana, Craíbas e Lagoa da Canoa.
Com isso, o processo de destalação de fumo foi reduzido nas casas, salões e armazéns, o que levou os agricultores locais a investirem em outras culturas, a exemplo da mandioca, feijão, milho, abacaxi e hortaliças.
Mesmo com a queda de mais de 50% na produção de fumo, e a redução da área plantada para cerca de 15 mil hectares, a atividade ainda é um meio rentável para centenas de famílias em Arapiraca e região.
Artesanato
O fumo produzido no Agreste alagoano é do tipo escuro, destinado à fabricação de cigarro artesanal.
Segundo apurou a Tribuna, no ano passado, o quilo estava sendo comercializado a R$ 20 reais, em média, e este ano teve uma alta, com variação entre R$ 27 e R$ 37, dependendo da qualidade do fumo.
A explicação para a tendência de alta é o baixo estoque no mercado nacional, principalmente nos estados de Sergipe e Bahia, que são os maiores competidores com Alagoas.
O casal de agricultores Daniel Soares Rogério e Valdirene Silva Soares plantam fumo há mais de 20 anos.
Eles possuem uma propriedade rural na Vila Bananeiras, distante 10 quilômetros do centro da cidade de Arapiraca.
O plantio é do modelo de regime da agricultura familiar. Os filhos maiores de idade também ajudam os pais no preparo da terra, plantio, colheita, armazenamento e venda do produto.
Daniel Soares e a família, este ano, resolveu cultivar o fumo em 12 hectares de terra na Vila Bananeiras.
O período de colheita e armazenamento da produção do tabaco ocorre entre os meses de agosto e setembro.
A boa cotação no preço do produto anima os produtores arapiraquenses.
“O clima este ano está favorável. Há dias com chuvas leves e dias com estiagem. Isso favorece a cultura do fumo. Esperamos que o inverno continue assim, e com a boa cotação do preço do quilo, para que a gente possa pagar as despesas e ter um bom lucro com a venda do fumo”, revela o produtor.
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