Economia
Confiança do empresário do Comércio inicia o ano com 4,9% de queda em Maceió
Após atingir máxima em novembro, índice acumula dois meses seguidos de retração
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Maceió registrou em janeiro 124,9 pontos. Em sua segunda queda mensal seguida, o indicador alcançou o menor nível dos últimos sete meses, com retração de 4,9% na comparação com dezembro, que ficou com 131,4 pontos.
A pesquisa, que é elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta ainda que apenas uma subcategoria do levantamento obteve variação anual positiva. Em doze meses, "Condições Atuais do Empresário" destoou dos demais resultados e cresceu 7,8%.
Para o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, a elevação registrada nessa subcategoria é, certamente, reflexo do abrandamento da pandemia de Covid-19 e da eficácia da vacinação entre 2021 e 2022.
Na comparação mensal, entretanto, os três subindicadores que compõem o ICEC apresentaram queda. De acordo com Hortencio, a variação negativa percebida em "Condições Atuais do Empresário" (-2,1%), "Expectativa do Empresário" (-6,9%) e "Investimento do Empresário" (-5,6%) indicam que o ano começou com um quadro de desaceleração nas vendas e uma menor perspectiva para contratações, renovações de estoque e ampliações ou reformas de estabelecimentos comerciais.
Hortencio ressalta que esse cenário é um reflexo do contexto econômico de momento, que, no mês de dezembro, registrou queda na empregabilidade (com saldo negativo de 3.911 postos de trabalho em Alagoas e 1.134 em Maceió), e, hoje, apresenta um patamar elevado das taxas básicas de juros, mantida em 13,75% há mais de cinco meses, o que encarece o crédito e, consequentemente, o investimento. Essa conjuntura também pode ser vista em âmbito nacional, que, assim como indicam os resultados locais, vem apresentando tendência de queda no otimismo do empresariado.
Contudo, o assessor econômico da Fecomércio AL pondera que Maceió é uma capital turística e tem a sua alta temporada de janeiro a março, inclusive, com as já tradicionais prévias carnavalescas e shows em pontos estratégicos durante o Carnaval, o que pode influenciar a curva do gráfico do índice positivamente nos resultados dos próximos meses.
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