Turismo
Delmiro Gouveia, capital dos cânions, no roteiro turístico Cidades Coloniais
De todas as cidades alagoanas escolhidas pelo Ministério do Turismo para fazer parte do novo roteiro Cidades Coloniais no estado, Delmiro Gouveia, no Alto Sertão, emancipada em 1952, é a única que não tem origem colonial, mas foi integrada oficialmente devido à sua importância fundamental para a industrialização do sertão e herança histórica.
O conjunto de atrações é impressionante. Começando pela Usina Angiquinho, que foi construída no início do século XX, representando um dos marcos do pioneirismo de Delmiro Gouveia, e que está encravada no meio de um paredão de granito, ao lado da Cachoeira de Paulo Afonso. De Angiquinho, primeira usina hidrelétrica do Nordeste, e Patrimônio Histórico Estadual, o visitante tem a visão da cidade de Paulo Afonso, da Ilha do Urubu e da Cachoeira de Paulo Afonso.
O município, que surgiu ao redor de uma antiga estação ferroviária chamada “Pedra”, é um símbolo do desenvolvimento e da industrialização no semiárido. E foi a partir daí que nasceu a Fábrica da Pedra, que foi construída entre 1912 e 1913 por Delmiro Gouveia e a Vila Operária da Pedra.
Além de seu peso histórico, a região, conhecida como a “Capital dos Cânions”, localizada próxima ao encontro do Rio São Francisco com o estado da Bahia, tem muitas atrações naturais, como a Reserva Florestal, 60 hectares de reserva cobertos por vegetação do tipo caatinga, local onde se pode admirar a diversidade de espécies de elevado valor ambiental, além de árvores frutíferas e plantas medicinais.
A Furna do Morcego, que está inserida no cânion já próximo da Cachoeira de Paulo Afonso, tem uma área interna de aproximadamente 20 metros de largura por 40 metros de altura e 100 metros de extensão. Próximo ao local encontram-se as ruínas da segunda usina que seria construída por Delmiro Gouveia.
Outro ponto importante é a Trilha do Riacho do Talhado, que tem seu início na Ponte do Riacho do Talhado, no leito do riacho, na rodovia AL-220. A ponte, construída em 1879, por ordem de Dom Pedro II, possui uma estrutura de ferro e paredes de pedras que ainda resistem à ação do tempo. Do leito se nota o encontro das águas do Riacho Bom Jesus.
No entorno tem a praia do Caixão, com aproximadamente 60 metros de extensão, localizada às margens do Rio Moxotó, muita vegetação de caatinga, além da praia do Porto da Barra e a praia do Zé da Bica. A 15 minutos, de carro, está a cidade de Paulo Afonso. Já a praia Porto da Barra tem somente 20 metros com vegetação e arbustos é muito boa para banhos.
Atualmente o município trabalha em um projeto conjunto para resgatar a linha férrea que liga a cidade à Piranhas e Olho D’Água do Casado. A ferrovia do Imperador tem origem histórica datada de 1859, quando Dom Pedro II percorreu o Rio São Francisco e foi de Piranhas a Paulo Afonso, na Bahia, de cavalo. Posteriormente, ele autorizou que a estrada que ele percorreu fosse transformada em ferrovia, que ligaria Piranhas a Jatobá, em Pernambuco. A ferrovia, de fato, funcionou entre 1881 e 1964, quando foi desativada.
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