Economia

Inflação faz consumidor alagoano reduzir volume de compras

Por Gabriely Castelo com Tribuna Hoje 08/08/2022 16h54 - Atualizado em 08/08/2022 17h24
Inflação faz consumidor alagoano reduzir volume de compras
Alta nos produtos essenciais preocupa consumidores alagoanos - Foto: Edilson Omena


Em Alagoas, muitos consumidores têm percebido que os produtos que antes rendiam durante o mês todo estão acabando antes do previsto. Mas o alagoano não está consumindo mais, é o preço dos produtos que está aumentando, e na maioria dos casos, a saída tem sido reduzir a quantidade de produtos no carrinho de compras.

Lila de Lima nota que o custo de vida aumentou muito nos últimos meses, inclusive quando o assunto é alimentação. “Diminui o volume de compras, deixamos de comprar um produto de uma qualidade melhor, para uma qualidade inferior por conta do preço, tá pesado. A carne tá muito cara, aí a gente acaba indo para o ovo, para a sardinha, se vira com o que dá” explica.

Nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumula 5,61% no ano e 11,92% em 12 meses, obrigando as famílias a fazerem malabarismos para encaixar itens essenciais, como carne e leite, no orçamento doméstico.

A dona de casa Joelma Cavalcante também percebe o aumento nos preços: “Hoje em dia a gente não enche mais o carrinho, diminui tudo e só compra o essencial, para quem tem família pequena tá ruim, para quem tem família grande é pior ainda. Também não faço mais feira mensal, apenas semanal, a gente vai enxugando.” Disse a consumidora.

Por conta da alta dos preços em produtos essenciais, muitos outros itens de supermercado saíram temporariamente da lista de compras do consumidor, como artigos para o lar e roupas, que já não fazem mais parte do carrinho de muitos.

A estudante de dança Ana observa que muitas coisas que davam para comprar antes, hoje se encontra impossibilitada de adquirir, por ter que se restringir ao essencial “O preço das coisas subiram muito. Temos outras prioridades. Antes a gente pagava R $4,00 em uma caixa de leite, hoje custa R$8. Está difícil, mas não tem o que fazer”, considera.

Medidas econômicas


Segundo o economista Lucas Barros, no mês de julho, os grupos de vestuários, saúde e cuidados pessoais, alimentação e bebidas, foram os que mais influenciaram o aumento da inflação. Porém, ao longo do ano teve uma participação significativa do grupo de transportes, influenciado especialmente pelo aumento dos combustíveis.

Para combater a inflação que enfrentamos, deverá ser considerado o tipo de inflação brasileira.

“Neste sentido, sugere-se o investimento na economia real, que contribua para a produção para o mercado interno dos itens de bebidas e alimentos, produção de vestuários, e a mudança da política de paridade de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás visando o abastecimento do mercado interno e os interesses da população brasileira. Outra medida deve ser a mudança na política adotada pelo Banco Central de aumento da taxa de juros, na qual está estrangulando a economia brasileira, pois é um tipo de política adotada para conter inflação de demanda, que não se encaixa no quadro brasileiro.” explica o economista.