Economia
Brasileiro ainda tem baixo conhecimento sobre planejamento financeiro
País é o terceiro que mais cresceu em profissionais certificados. Pelo quarto ano consecutivo apresentou um crescimento sólido, com aumento de 16,78% em relação ao ano anterior.
De acordo com o Superintendente da PLANEJAR - Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, Osvaldo da Salles Guerra Cervi, apesar do crescimento, o mercado ainda está incipiente no país.
“Mesmo o brasileiro letrado tem baixíssimo conhecimento financeiro. A atual compreensão financeira que a grande maioria dos brasileiros tem, está relacionada aos bancos. Planejamento financeiro é muito mais complexo do que a simples relação bancária do cotidiano. É pensar a vida em todas as perspectivas que ela pode ter, assim como os impactos financeiros que demandam planejamento com o passar do tempo, da idade e das expectativas que você tem ao longo da vida”, explica.
O crescimento do setor ainda está na fase inicial, mas carrega expectativas positivas para os próximos anos. “O mercado de planejador financeiro no Brasil é embrionário, mas se multiplica muito rápido. O real impacto do que está sendo construído hoje será sentido no Brasil daqui a 20 anos. Teremos uma sociedade muito independente financeiramente e isso está sendo plantado hoje” comenta Pedro Guimarães, fundador da FIDUC, uma empresa de planejamento financeiro fiduciário.
A demanda de clientes que começam a entender que existe um profissional para ajudá-los a trilhar o melhor caminho para suas finanças também está crescendo. As pessoas estão buscando orientação sobre como manter a saúde financeira. É o caso do otorrinolaringologista, André Baraldo Rodrigues que procurou a GFAI há um ano para organizar a vida financeira.
“Eu costumo dizer que nós vivemos num sistema onde nós somos responsáveis pelo nosso futuro. Se não fizermos nada, a chance de o futuro ser ruim é grande. Eu vejo a saúde financeira igual a medicina: você pode viver a vida inteira na balbúrdia, mas a hora que você mais precisar tanto da saúde física quanto da financeira, você pode não ter. Por isso a importância do planejamento”, relata.
O trabalho do planejador financeiro envolve vários pilares como planejamento financeiro, sucessório, fiscal, gestão de ativos e investimentos, planejamento de aposentadoria, gestão de riscos e seguros.
Marcelo Kneese, fundador da TGX Capital, empresa de assessoria financeira focada em fusões e aquisições para empresas de médio porte, conta que mesmo com a crise, o mercado de aquisições tem crescido no país.
“São centenas de bilhões que são fechados em transações por ano. Hoje em dia, no Brasil, o desafio é fazer com que os investidores encontrem esses bons projetos para investir. Mas com a queda da taxa de juros há uma avalanche financeira de procura, principalmente em empresas que tenham potencial grande de crescimento como é o caso da GFAI. O segmento de mercado tem um potencial muito claro de planejadores financeiros”, argumenta.
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