Economia
Senado rejeita limite de 12% para ICMS sobre combustível de aviação
Rejeição da proposta foi defendida no plenário principalmente pelos senadores de São Paulo
O Senado rejeitou nesta quarta-feira projeto da Casa que buscava limitar em 12 por cento a tributação de ICMS sobre o combustível da aviação, decisão que frustra os interesses das empresas aéreas, uma vez que reduziria custos para o setor
A votação teve quórum de 61 senadores e precisava de 54 votos favoráveis para ser aprovada, por se tratar de um projeto de resolução do Senado, mas apenas 43 senadores apoiaram o texto, enquanto 17 votaram contra.
Questionado pela Reuters, o senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou que vai conversar com outros parlamentares que defendem a medida para reapresentar o projeto em 2018.
Segundo ele, a ideia é manter, na nova proposta, o mesmo limite de 12 por cento para a alíquota.Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lamentou a decisão do Senado e disse que a não aprovação da proposta “impedirá a retomada e criação de voos no país, já que 198 novos voos seriam viabilizados (com o projeto)”.
“A Abear entende que a decisão afasta a aviação comercial das boas práticas internacionais e coloca obstáculos para o aumento da competitividade do setor e à sua vocação de promover a integração nacional pela democratização do transporte aéreo”, disse a associação.
Segundo dados de 2016 da Abear, os gastos com combustíveis representam cerca de 26 por cento dos custos operacionais das companhias, contra uma média internacional de 14 por cento.
A rejeição da proposta foi defendida no plenário principalmente pelos senadores de São Paulo, que cobra hoje alíquota de 25 por cento no ICMS da aviação.
O senador José Serra (PSDB-SP) argumentou que a redução da alíquota poderia até prejudicar os outros Estados, porque mais aviões abasteceriam em São Paulo com o ICMS menor.
“A redução da alíquota vai concentrar combustível mais em São Paulo. É onde há o espaço maior de que as companhias dispõem. Sendo a redução da alíquota de 25 para 12, eles vão carregar mais combustível em São Paulo”, disse Serra, argumentando ainda que a proposta tornaria o ICMS do combustível das aeronaves inferior ao do diesel ou do gás de cozinha.
Outros senadores questionaram se a medida traria benefícios reais para os consumidores, como Simone Tebet (PMDB-MS), que comparou o tema à cobrança de franquia de bagagem que, segundo ela, não teria levado a uma redução clara no preço das passagens.
“Os Estados vão perder ICMS, que são recursos destinados para áreas prioritárias que estão faltando e os consumidores não vão ser beneficiados pelo preço menor da passagem”, disse ela.Mais lidas
-
1Galo
CRB pode perder atacante Mikael para clube do Japão
-
2Detetive aracnídeo
Cage em Spider-Noir: qual versão assistir, preto e branco ou cores
-
3Reunião
CGJ/AL discute políticas de regularização imobiliária com Prefeitura de Maceió
-
4Concurso 3.010
Mega-Sena de 30 anos: duas apostas dividem mais de R$ 168 milhões e duas de AL fazem a quina
-
5Noite de sábado
Homem é morto com três tiros na cabeça no bairro Gruta de Lourdes



