Economia
Petrobras e bancos amparam tom positivo da Bovespa
Na quinta-feira (6), o Ibovespa fechou em queda de 0,85%, a 64.222 pontos
Às 14h51, o Ibovespa, principal indicador da bolsa, subia 0,91%, a 64.807 pontos.
No entanto, as tensões no exterior, após o ataque norte-americano a uma base síria, e a atenção com a política local depois de o governo federal recuar e aceitar na véspera mudar pontos importantes na reforma da Previdência, favoreciam alguma volatilidade aos negócios, segundo a agência.
No exterior, os EUA dispararam mísseis contra base aérea síria, de onde autoridades norte-americanas afirmam que foi lançado um ataque com armas químicas nesta semana, no primeiro ataque direto dos EUA contra o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, em seis anos de guerra civil.
Já dados do mercado de trabalho norte-americano divulgados mais cedo corroboraram a expectativa de que o Federal Reserve (BC dos EUA) não deve acelerar o ritmo de alta de juros nos EUA. O país criou 98 mil vagas fora do setor agrícola em março, o menor número desde maio do ano passado. Economistas consultados pela Reuters projetavam a criação de 180 mil vagas.
Localmente, o governo federal admitiu alterar a proposta de reforma da Previdência em pelo menos cinco pontos mais sensíveis, que podem reduzir economia com a reforma em R$ 115 bilhões ao longo de 10 anos.
Já como ponto positivo, a inflação oficial do país desacelerou a 4,57% em 12 meses até março, muito perto do centro da meta deste ano, de 4,5%, o que corrobora o quadro de expectativa para corte da taxa básica de juros.
Destaques do diaPetrobras estava entre as principais contribuições positivas, seguindo o movimento de alta do petróleo, que atingiu máxima de um mês depois que os Estados Unidos dispararam mísseis contra uma base aérea do governo sírio, agitando os mercados globais e levantando preocupações de que o conflito se espalhe na região.
Bradesco e Itaú Unibanco avançavam, devolvendo as perdas da véspera e ajudando o tom positivo do Ibovespa devido ao peso das ações em sua composição.
Braskem chegou a liderar a ponta negativa do Ibovespa, em meio a receios sobre investigações de autoridades mexicanas sobre esquema de corrupção envolvendo Odebrecht, uma das controladoras da petroquímica brasileira. No entanto, os papéis já se afastavam das mínimas do dia, quando chegaram a perder mais de 8%.
Na véspera, a petrolífera Pemex afirmou que procuradores do México convocaram funcionários da empresa para prestar depoimentos sobre o escândalo da Lava Jato que extravasou as fronteiras do Brasil. A Pemex informou que os procuradores pediram cópias de contratos entre a empresa, a Odebrecht e a Braskem.
Em comunicado ao mercado nesta sexta-feira, a Braskem afirmou apenas que o acordo firmado pela companhia com autoridades dos Estados Unidos em dezembro passado "não contém relato ou admissão de prática de qualquer ato ilícito relacionado à sua atividade no México, inclusive ao contrato de fornecimento de etano naquele país".
Na quinta-feira (6), o Ibovespa fechou em queda de 0,85%, a 64.222 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,1 bilhões de reais. No pior momento do dia, o índice recuou 1,56% enquanto no melhor momento chegou a subir 0,23%.
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