Ciência e Tecnologia

Especialista alerta que futuro governo do Estado precisa criar plano de proteção

O avanço do mar ameaça as cidades costeiras de Alagoas

Por Claudio Bulgarelli 03/10/2026 17h11 - Atualizado em 03/10/2026 17h29
Especialista alerta que futuro governo do Estado precisa criar plano de proteção
Mais um alerta - Foto: Edilson Omena

O avanço do mar pode ser a conseqüência mais visível de uma transformação que acontece a milhares de quilômetros do Brasil. Desde 1976, geleiras e calotas polares perderam 9.179 gigatoneladas de gelo, volume que chegou principalmente aos oceanos e amplia a pressão sobre cidades costeiras, segundo estudo elaborado com dados do Programa Antártico Brasileiro, o Proantar.
Segundo o Programa, todas essas gigatoneladas de gelo foram perdidas entre 1976 e 2024, com a maior parcela convertida em água nos oceanos. Uma gigatonelada corresponde a 1 trilhão de quilogramas. Na comparação apresentada pelo estudo, o total equivale à massa de cerca de 18 mil vezes a população mundial atual.
Para o biólogo Ronaldo Christofoletti, professor da Universidade Federal de São Paulo e integrante do projeto de comunicação ComAntar, a resposta também depende de ampliar a compreensão da sociedade sobre o oceano. Ele cita o Currículo Azul, proposta do governo federal para inserir a educação oceânica nas escolas. A chamada cultura oceânica busca explicar o funcionamento do planeta, cuja superfície é formada em cerca de 70% por oceanos.
Os eventos meteorológico-oceanográficos externos e sobreelevações do nível do Nível Médio do Mar – NMM (marés meteorológicas positivas), cujos efeitos são inundações costeiras e erosão costeira, principalmente em marés de sizígia.
Segundo o engenheiro Marco Lyra, um dos maiores especialistas em proteção costeira do Brasil, a forte vocação turística do Estado de Alagoas, indica a necessidade de adaptação e recuperação das praias alagoanas para o enfrentamento hoje existente. ``É preciso planejamento e ação por parte do Governo de Alagoas, garantindo, a adaptação e a recuperação de suas praias devolvendo a população, a praia natural recreativa. É preciso um Plano Estadual de Proteção Costeira para conter a erosão costeira nas áreas urbanizadas. O tempo é agora´´.