Ciência e Tecnologia
Alerta de organismo internacional: as tartarugas marinhas estão ficando sem lugares para nascer
Em Alagoas obras de recuperação de praia devolveram espaço para os quelônios
Que o mar está avançando, e que muitas praias podem desaparecer antes de 2050, devido a ocupação desenfreada das orlas brasileiras, ninguém tem mais dúvida. Esse problema está criando um cenário tão crítico, que além de impedir o movimento natural das areias, está provocando um confinamento perigoso para as espécies marinhas. Ou seja, em muitos lugares do Brasil, seja em orlas urbanas ou não, as tartarugas marinhas estão ficando sem espaço para voltar ao lugar onde nasceram para desovar.
É que acordo com a "Advancing Earth and Space Sciences", (Programa Avançado das Ciências da Terra e do Espaço), missão principal da American Geophysical Union (União Geofísica Americana), uma organização global sem fins lucrativos que apoia mais de meio milhão de profissionais, a intensificação dos processos de erosão costeira tem colocado em xeque a durabilidade das estruturas construídas muito próximas ao mar, e colocando em risco a sobrevivência dos ecossistemas.
Com isso, a redução drástica do espaço disponível para o lazer e para a desova de quelônios que dependem da areia seca, pode transformar as áreas costeiras em meros muros de concreto até o fim do século, exigindo que o planejamento das cidades seja repensado com urgência.
Mas em Alagoas, o monitorando do pós-obra do Sandbag na praia de Barra Mar, na Barra de São Miguel, que registrou a presença de tartarugas marinhas nascendo e correndo em direção ao mar, é uma prova de que nem tudo está perdido. O obra de engorda natural, projetada pela Ocean Protections, do engenheiro Marco Lyra, um dos maiores especialistas em recuperação de praias do Brasil, registrou que apenas 4 meses da construção da proteção costeira com uso do Dissipador de Energia Sandbag na praia de Barra Mar, em frente ao Kenoa Resort, a presença da desova de tartarugas marinhas no local.


Segundo o engenheiro, a obra, que se encontra ainda em monitoramento para avaliação do pós-obra, vai aumentando o acúmulo de sedimentos, formando a berma no local. "Isso indica que onde antes havia erosão agora está ocorrendo o acúmulo de sedimentos no estirâncio, com emersão da praia, a vegetação de restinga ressurgiu, a berma foi formada, e a desova das tartarugas marinhas indica que a obra de proteção costeira Sandbag é sustentável. Praia em recuperação", afirma Marco Lyra.
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