Cidades

Acusados de planejar morte de coordenador da base do CRB vão a júri popular em Alagoas

Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, foi assassinado a tiros em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, em Maceió; Justiça também manteve a prisão preventiva dos réus

Por Tribuna Hoje com agências 03/11/2026 15h00
Acusados de planejar morte de coordenador da base do CRB vão a júri popular em Alagoas
Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba” - Foto: Reprodução / Redes sociais

Dois homens acusados de participação no assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, de 33 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri em Alagoas. A vítima trabalhava como coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB) e foi morta a tiros em janeiro deste ano, em Maceió.

Os réus são Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado como mandante do crime, e Symeone Batista dos Santos, suspeito de atuar como intermediário na execução. Ambos foram pronunciados por homicídio qualificado, com agravantes relacionadas ao pagamento pela morte e ao motivo torpe.

A decisão foi assinada pelo juiz Yulli Roter Maia e publicada na última quinta-feira (29). O magistrado também determinou a manutenção da prisão preventiva dos acusados, considerando a gravidade das circunstâncias descritas no processo.

Relembre o assassinato de Joba


O crime aconteceu no bairro Santa Lúcia, na parte alta de Maceió. Joba seguia para um ponto de ônibus, onde embarcaria em uma van com destino ao Centro de Treinamento Ninho do Galo, do CRB, quando foi surpreendido pelo atirador. Ele foi atingido na cabeça e morreu.

As investigações apontaram que o assassinato teria sido planejado em dezembro de 2025. Conforme informações apresentadas durante a apuração, Symeone teria ajudado na articulação do crime e na fuga do executor, enquanto Ruan foi apontado como responsável por encomendar a morte.

Symeone foi identificado com a ajuda de imagens de câmeras de segurança e, durante depoimento, teria relatado detalhes do planejamento. Ruan se apresentou à polícia três dias após o assassinato.

Com a decisão de pronúncia, os dois acusados deverão responder perante o Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.