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Alagoas registra 386 focos de queimadas em sete dias; Coruripe lidera ocorrências

Levantamento do Instituto do Meio Ambiente aponta 34 registros em unidades de conservação; APA do Pratagy concentrou 18 focos no período

Por Tribuna Hoje 01/11/2026 11h35 - Atualizado em 01/11/2026 14h12
Alagoas registra 386 focos de queimadas em sete dias; Coruripe lidera ocorrências
Alagoas registra 386 focos de queimadas em sete dias; Coruripe lidera ocorrências - Foto: Reprodução

Alagoas contabilizou 386 focos de queimadas entre os dias 18 e 24 de outubro, segundo monitoramento do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Do total, 34 ocorrências foram identificadas em unidades de conservação, áreas protegidas que abrigam ecossistemas importantes para a biodiversidade do estado.

O município de Coruripe, no Litoral Sul, apresentou o maior número de registros, com 30 focos no intervalo analisado. Na sequência aparecem Rio Largo, com 24 ocorrências; Mata Grande, com 22; Atalaia e Penedo, ambos com 18 registros.

O levantamento também identificou focos de queimadas em outros municípios, entre eles Água Branca, Belo Monte, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco e Dois Riachos.

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO


A situação também preocupa nas unidades de conservação. A Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratagy concentrou 18 focos, mais da metade dos registros identificados nessas áreas.

Outras unidades também foram atingidas: a APA de Murici contabilizou sete ocorrências, a APA Serra da Caiçara registrou outras sete e o Monumento Natural (MONA) do Rio São Francisco teve dois focos.

De acordo com o monitoramento do IMA, as ocorrências atingiram diferentes formações vegetais de Alagoas, incluindo Caatinga, Floresta Ombrófila, Floresta Estacional, formações pioneiras e áreas de transição fitoecológica.

RISCO AMBIENTAL


A combinação de vegetação mais seca e condições climáticas desfavoráveis pode aumentar a possibilidade de propagação do fogo, ampliando os riscos para áreas naturais, propriedades rurais e comunidades próximas.

Os registros reforçam a necessidade de prevenção e fiscalização, especialmente em regiões próximas a áreas de preservação ambiental. Além dos danos à vegetação, as queimadas podem comprometer habitats de animais silvestres, degradar o solo e provocar problemas respiratórios em populações expostas à fumaça.