Cidades
Moradores da Barra Nova denunciam falta de água há mais de 15 dias
Boa parte da população da Barra Nova, balneário na ilha de Santa Rita, em Marechal Deodoro, que já enfrenta graves problemas ambientais e de infraestrutura, estão passando por uma situação extremamente preocupante, já que há mais de 15 dias estão com falta de água. O serviço fornecido pela BRK, é recorrente, já que o povoado sofre constantemente com interrupções e instabilidades no fornecimento de água há anos, gerando protestos e cobranças por respostas da concessionária e da prefeitura.
A moradora Anny Cavalcante Malta, que fez as primeiras denúncias nas redes sociais, disse que a total falta de respeito da BRK ultrapassou todos os limites. “A Rua Xaréu está sem água desde o dia 10 de outubro, e até agora sem nenhuma explicação por parte da empresa”. Outra moradora, Zelia Maria, falou que a população precisa de solução. “Queremos respostas, águas nas torneiras em nome de Jesus”. E os pequenos empresários também estão sofrendo. A Confeiteira Mary, da Confeitaria Artesanal, disse que 15 dias sem água, são 15 dias de prejuízos para o comércio.
E outra comerciante, a Anabel Nascimento, não poupou críticas. “Água não temos, mas a conta chegou aqui na minha casa, R$ 480,00 de vento, só pode. A população precisa de respostas, esclarecimentos e, principalmente, de uma solução urgente para esse problema que afeta diretamente a rotina das famílias, a higiene, a alimentação e as necessidades básicas de todos. Até quando a população vai precisar conviver com essa situação? A comunidade merece respeito, transparência e um posicionamento da BRK sobre o motivo da falta de abastecimento e a previsão de normalização do serviço”, protestou ela.
A Barra Nova, uma famosa região turística e residencial localizada no município de Marechal Deodoro, que já enfrenta graves problemas ambientais e de infraestrutura, vê a situação do povoado se agravando de forma alarmante nos últimos meses.
Além da erosão costeira severa e avanço do mar, que é o problema mais crítico e urgente da região, onde a força das marés e das ressacas tem avançado de forma agressiva sobre o litoral, destruindo casas inteiras, muros de contenção, áreas de lazer, piscinas e hidromassagens, e até uma cratera de até 3 metros de profundidade que se abriu em estabelecimentos comerciais e áreas de lazer locais, os moradores ainda precisam conviver com a degradação e abandono da orla lagunar, onde os espaços públicos sofrem com a falta de manutenção e as consequências da erosão.
Em muitas praças, brinquedos públicos estão quebrados, enferrujados ou destruídos, tornando o local perigoso para crianças. A presença de buracos e entulhos, com muitas ruas sem nenhuma pavimentação, é outra reclamação constante. Sem contar que moradores relatam que, durante a noite, grandes extensões da orla ficam completamente escuras. A falta de iluminação adequada eleva a sensação de insegurança e dificulta o monitoramento do avanço do mar no período noturno.
Tudo isso tem impacto econômico e social, pois comerciantes relatam prejuízos ao comércio e turismo, onde restaurantes consolidados e barracas de praia operam sob constante alerta, perdendo áreas físicas de atendimento e sofrendo com a redução de clientes. A população e os comerciantes frequentemente protestam cobrando soluções definitivas. Em vários casos, os próprios moradores precisam comprar sacos de areia ou planejar barreiras com recursos próprios para tentar proteger suas propriedades de forma temporária ou cobrir os buracos das ruas.
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