Cidades

Estudantes do Ifal vão às ruas pela educação

Mais de 300 alunos do Ifal caminharam também em defesa da democracia e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Por Claudio Bulgarelli - repórter / Tribuna Independente 21/10/2026 09h43
Estudantes do Ifal vão às ruas pela educação
Alunos do Ifal foram às ruas mostrar a força da juventude e defender educação pública de qualidade, soberania nacional e a democracia - Foto: Edilson Omena

Centenas de estudantes dos diversos cursos do Instituto Federal de Alagoas, Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campi Maceió, Marechal Deodoro e Rio Largo, realizaram, na tarde dessa terça-feira (20), uma caminhada em apoio ao presidente Lula, e em defesa da educação pública e da democracia. Com o tema “Juventude nas ruas pela educação e a democracia”, a mobilização faz parte de uma série de atos estudantis realizados em Maceió e em diferentes cidades brasileiras, que teve início logo depois da campanha do segundo turno presidencial.

Segundo a organização, a caminhada, que saiu do Ifal, no bairro do Poço, e caminhou até à Praça Dom Pedro II, em frente à sede da Assembleia Legislativa, no centro da capital, que reuniu sobretudo, estudantes, e professores, são manifestações que expressam a participação da juventude no debate sobre os rumos do país.

Presentes no ato o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Izael Ribeiro Gomes, a deputada estadual eleita Teca Nelma, o deputado estadual Ronaldo Medeiros e o deputado federal Paulão, todos do Partido dos Trabalhadores. Paulão, inclusive, que se formou no Ifal (antiga Escola Técnica Federal de Alagoas) como eletrotécnico, tem um histórico recorrente de discursos, reuniões e ações parlamentares em forte defesa do Instituto.

“Sou aliado histórico do Ifal, bem como do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende historicamente que o atual projeto governamental é o caminho para o fortalecimento e avanço da educação pública no Brasil. Minha vida política sempre foi focada na garantia de recursos para a educação básica e superior pública. Por isso apoiar essa juventude aqui do Ifal, com consciência política para saber o que querem, e sobretudo, a consciência do voto, é o seguro para uma vitória do presidente Lula no segundo turno”, afirmou o deputado Paulão.

Thays Moura, estudante do Curso de Gestão de Turismo, do Ifal, presidente da Associação dos Prestadores de Serviço da Orla Marítima de Maceió e liderança do movimento estudantil do Ifal Campus Maceió, afirmou: “Hoje estamos nas ruas de Maceió para mostrar a força de uma juventude que não aceita ficar em silêncio diante dos desafios da nossa sociedade. Nosso movimento começou com apenas 10 estudantes e hoje reúne centenas de jovens que acreditam na educação como instrumento de transformação social”.

“Estamos aqui para defender a educação pública, a democracia, a permanência estudantil e os direitos da classe trabalhadora, já que não queremos apenas ter acesso à educação, mas queremos condições dignas para estudar, concluir nossa formação e conquistar oportunidades. O movimento estudantil é a prova de que, quando a juventude se organiza, ela deixa de ser apenas espectadora e passa a ser protagonista da sua própria história. Nossa caminhada é um chamado à sociedade, porque a luta pela educação não é apenas dos estudantes, é de todo o povo brasileiro”, afirmou a líder estudantil.

Essa última manifestação, que teve como pauta a defesa da educação pública, da democracia, da soberania nacional, além de defender a candidatura de Lula, é uma sequência de uma série de atos públicos realizados em Maceió e em diferentes cidades brasileiras durante a campanha do segundo turno presidencial, que começaram logo após o primeiro turno do pleito, realizado no último dia 4 de outubro. As mobilizações foram impulsionadas com o repúdio ao incêndio ocorrido na Universidade Federal de Pernambuco (PE).

Nos dias 9 e 10 de outubro, alunos da Ufal realizaram atos noturnos e caminhadas saindo da Reitoria do Campus A.C. Simões em direção a bairros da parte alta. Durante as caminhadas, os manifestantes defenderam a valorização da ciência, a manutenção do financiamento para as instituições federais de ensino e a soberania nacional.