Cidades

Almagis repudia conduta de advogada em episódio no Fórum de Maceió

Associação denuncia afronta à dignidade do Judiciário e anuncia medidas para evitar novos ataques a magistrados e servidores

Por Tribuna Hoje 08/10/2026 23h55 - Atualizado em 09/10/2026 00h23
Almagis repudia conduta de advogada em episódio no Fórum de Maceió
Fórum do Barro Duro - Foto: Caio Loureiro / Dicom TJ/AL

A Associação Alagoana de Magistrados (Almagis) divulgou, nesta quinta-feira (8), uma nota de repúdio contra a conduta de uma advogada nas dependências do Fórum da Capital, em Maceió. Segundo a entidade, a profissional recebeu aos gritos duas Oficiais de Justiça que cumpriam regularmente mandados de intimação, retirou à força os documentos das mãos das servidoras e os lançou ao chão. Em seguida, diante de todos os presentes, teria feito acusações graves e infundadas contra um membro do Poder Judiciário, atribuindo-lhe indevidamente um ato de rotina do serviço judiciário.

De acordo com a Almagis, o episódio não se restringiu às servidoras e ao magistrado diretamente envolvidos, mas representou uma “inaceitável afronta à dignidade do Poder Judiciário e de toda a magistratura alagoana”. A associação ressaltou que o respeito às instituições e a seus representantes é condição indispensável ao funcionamento do Estado Democrático de Direito, sendo injustificável a intimidação de servidores públicos e o ataque à honra de magistrados.

A entidade também destacou que o caso não é isolado na trajetória da advogada, que já foi punida pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas (OAB/AL) com suspensão do exercício profissional. Além disso, ela responde a mais de uma dezena de processos judiciais, sendo acusada da prática de crimes em pelo menos oito deles.

Medidas anunciadas

Na nota, a Almagis declarou solidariedade irrestrita ao desembargador e às Oficiais de Justiça ofendidas e informou que já está adotando medidas cabíveis nas esferas competentes para que situações semelhantes não se repitam. “Não admitiremos que condutas como essa sejam banalizadas ou permaneçam impunes. Ataques dessa natureza exigem resposta firme, e assim será”, afirmou a diretoria da associação.