Cidades
Bancários fazem paralisação de 24 horas e ameaçam greve por tempo indeterminado
Categoria cobra avanços nas negociações com os bancos; atendimento presencial nas agências estará suspenso nesta quinta-feira, no entanto vencimentos de contas não serão alterados
Os bancários alagoanos vão parar suas atividades nesta quinta-feira (20) e ameaçam greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (24). A paralisação é de 24 horas e acontece em todo o país. Durante este período, não haverá atendimento físico nas agências e os vencimentos de contas não serão alterados. As transações poderão ser realizadas nos caixas de autoatendimento ou por meios eletrônicos.
Em Alagoas, haverá piquetes na porta das agências. Conforme o Sindicato dos Bancários, a paralisação acontece porque a categoria está insatisfeita com o posicionamento das instituições financeiras diante do pleito de reajuste salarial da categoria. “As propostas apresentadas pela Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] são inadequadas e indecorosas. Por isso, vamos fazer esse enfrentamento”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Thyago Miranda.
A paralisação desta quinta-feira foi aprovada por quase 90% da categoria durante assembleia realizada na última segunda-feira (17) após a proposta feita pela Fenaban ser rejeitada. Segundo os bancários, na última proposta, os bancos ofereceram reajuste em três faixas e congelamento do piso de ingresso, além da fragmentação do aumento dos vales refeição e alimentação entre cidades maiores e menores.
Trabalhadores cobram compromisso assumido na negociação anterior. Eles defendem aumento real dos salários, a valorização da Participação de Lucros (PLR) e outros benefícios, como o vale-refeição e o vale-alimentação.
Na última rodada de negociações, a Fenaban retirou propostas, aumentando ainda mais o impasse entre a categoria e as instituições. “Eles não apresentaram nada. Por isso, deliberamos essa paralisação como advertência”, informou Thyago Miranda.
O presidente do Sindicato dos Bancários reforçou ainda que a proposta anteriormente apresentada não condiz com a lucratividade dos bancos. “A proposta de escalonar a categoria é absurda. E o recuo da Fenaban não resolve o problema, porque até agora não temos uma proposta de reajuste que valorize de verdade quem sustenta os lucros bilionários dos bancos", declarou.
As negociações serão retomadas na próxima segunda-feira. “Não está descartada também a possibilidade de uma greve caso, posteriormente, não apareça proposta para a categoria”, finaliza Miranda.
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