Cidades

Justiça suspende júri de ex-PM acusado de envolvimento no assassinato de Kleber Malaquias

Defesa obteve decisão durante o plantão judicial; MPAL recorreu e tenta reverter suspensão do julgamento

Por Tribuna Hoje 20/07/2026 10h32
Justiça suspende júri de ex-PM acusado de envolvimento no assassinato de Kleber Malaquias
Réus são acusados de matar Kleber Malaquias de Oliveira, em 2020, na Mata do Rolo, em Rio Largo - Foto: MPAL


O julgamento do ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos, acusado de participação no assassinato do empresário e ativista social Kleber Malaquias, que estava marcado para esta segunda-feira (20), foi suspenso por decisão da Justiça.

A suspensão foi concedida pelo desembargador Tutmes Airan, que atuava no plantão judicial, após a defesa apresentar um pedido na última sexta-feira (17). Com a decisão, a sessão do Tribunal do Júri, prevista para começar às 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió, não será realizada nesta data.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que recorreu imediatamente da decisão e aguarda que o recurso seja analisado e a suspensão revertida o mais breve possível.

De acordo com a denúncia do MPAL, Marcos Maurício Francisco dos Santos integrava o grupo responsável por monitorar Kleber Malaquias e repassar informações aos executores do crime, contribuindo para a prática do homicídio.

Ainda segundo a acusação, o assassinato teria sido motivado pela atuação pública de Kleber Malaquias na divulgação de denúncias relacionadas a supostos esquemas de corrupção e à atuação de organizações criminosas.

O MPAL informou que disponibilizará um vídeo com manifestações dos promotores de Justiça que atuam no caso e da mãe de Kleber Malaquias sobre a suspensão do julgamento e as medidas adotadas para tentar restabelecer a realização do júri.

Quem era Kleber Malaquias

Kleber Malaquias foi morto a tiros em 15 de julho de 2020, no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo. Empresário e ativista social tornou-se conhecido em Rio Largo por divulgar, principalmente pelas redes sociais, denúncias sobre supostos casos de corrupção e a atuação de grupos criminosos no município. 

Segundo o Ministério Público de Alagoas, o homicídio foi motivado por sua atuação pública e teria sido executado por uma organização criminosa após um planejamento prévio.