Polícia
Ex-PM acusado de participação na morte de Kleber Malaquias vai a júri popular nesta segunda-feira
Marcos Maurício Francisco dos Santos é apontado pelo MPAL como integrante do grupo que monitorou o empresário antes da execução; julgamento ocorre no Fórum da Capital, em Maceió
O ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos será submetido a júri popular nesta segunda-feira (20), acusado de participação no assassinato do empresário e ativista social Kleber Malaquias, morto a tiros em 15 de julho de 2020, no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo. A sessão está marcada para as 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió, e será presidida pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da Capital.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), Marcos Maurício integrava o grupo responsável por monitorar a vítima e repassar informações aos executores do crime, contribuindo para a execução do homicídio. A acusação sustenta que o assassinato foi motivado pela atuação pública de Kleber Malaquias na divulgação de denúncias envolvendo supostos esquemas de corrupção e organizações criminosas.
Conforme os autos do processo, Kleber Malaquias foi morto a tiros enquanto estava em um bar. A investigação identificou o réu e os demais envolvidos a partir da quebra de sigilos telefônicos e de outras diligências. Em interrogatório, Marcos Maurício negou participação no crime. Pronunciado em outubro de 2023, ele responderá por homicídio duplamente qualificado perante o Tribunal do Júri.
Marcos Maurício é o quinto acusado a ser levado a julgamento pelo caso. Até o momento, já foram condenados pelo Tribunal do Júri o ex-policial militar Fredson José dos Santos, apontado pelo Ministério Público como autor dos disparos, os então policiais militares Marcelo José Souza da Silva e José Mário de Lima Silva, além de Edinaldo Estevão de Lima. As condenações foram proferidas em fevereiro de 2025.
O assassinato de Kleber Malaquias é considerado um dos casos de maior repercussão em Alagoas, em razão da complexidade das investigações e da atuação pública da vítima, que denunciava supostos casos de corrupção envolvendo agentes públicos.
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