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Vísceras encontradas na praia de Pajuçara chamam atenção e levantam suspeita de ligação com tubarão-tigre

Especialista confirma que os órgãos são de tubarão, mas afirma que não é possível comprovar se pertencem ao animal capturado por pescadores na região

Por Tribuna Hoje com agências 17/07/2026 13h20
Vísceras encontradas na praia de Pajuçara chamam atenção e levantam suspeita de ligação com tubarão-tigre
Devido ao tamanho do animal, ele precisou ser rebocado até a praia, onde foi realizado o processamento da carcaça - Foto: Reprodução

As imagens de grandes vísceras espalhadas na faixa de areia da praia de Pajuçara, em Maceió, ganharam repercussão nas redes sociais nessa quinta-feira (16) e despertaram dúvidas sobre a origem do material.

No mesmo dia, um tubarão-tigre de grande porte foi capturado por pescadores em alto-mar, nas proximidades da capital alagoana. Devido ao tamanho do animal, ele precisou ser rebocado até a praia, onde foi realizado o processamento da carcaça.

Relatos de pessoas que acompanharam a operação apontam que as vísceras encontradas na areia teriam sido descartadas durante esse procedimento. No entanto, essa informação não foi oficialmente confirmada.

O biólogo Cláudio Sampaio explicou que, pelas características observadas, é possível identificar que os órgãos pertencem a um tubarão. Apesar disso, não há elementos que permitam afirmar que o material seja do mesmo exemplar registrado nas imagens da captura.

Segundo o pesquisador, o fígado dos tubarões é um órgão volumoso e com grande concentração de gordura, o que favorece sua flutuação. Assim, caso a evisceração tenha ocorrido próxima ao litoral, as correntes podem ter levado as vísceras até a faixa de areia.

Cláudio Sampaio também destacou que a presença de tubarões-tigre na costa alagoana não é considerada incomum. A espécie, conhecida por pescadores como "jaguara", é encontrada com frequência no litoral nordestino e pode ultrapassar cinco metros de comprimento. Sua dieta inclui peixes, tartarugas marinhas e até carcaças de mamíferos marinhos.

Especialistas orientam que, em caso de avistamento de tubarões, banhistas mantenham a calma, deixem a água sem movimentos bruscos e evitem permanecer em áreas de baixa visibilidade. Pescadores, por sua vez, devem evitar capturas intencionais e comunicar o Instituto do Meio Ambiente (IMA) ou o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) quando houver animais feridos, encalhados ou próximos de áreas frequentadas por banhistas.