Cidades
SMS registrou em seis meses 226 casos de esporotricose em animais
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou, nos seis primeiros meses deste ano, a realização de 401 exames em animais para diagnosticar a esporotricose. Do total, 226 casos deram positivos e 175 negativos. No mesmo período, foram notificados 27 casos em humanos. Todos seguem em investigação.
A esporotricose é uma zoonose fúngica causada pelo fungo do gênero Sporothrix, sendo transmitida principalmente por arranhaduras, mordeduras ou contato com lesões de gatos infectados.
Em todo o ano passado, foram realizados 886 exames em animais, dos quais 514 foram positivos, 367 negativos e 3 inconclusivos. No mesmo período, foram notificados 52 casos em humanos, sendo 50 confirmados e 2 descartados.
Entre as principais medidas de prevenção contra a esporotricose que as pessoas devem ter estão cuidados no manejo de animais e na manipulação de materiais orgânicos.
Ao manipular gatos doentes, acrescentou a Secretaria Municipal de Saúde, ou mexer na terra, jardim e vegetação onde esses gatos convivem, fazer uso de luvas.
“Se o gato tem acesso a rua, verificar periodicamente a presença de feridas no corpo dele e ao detectar uma, procurar o mais rápido atendimento veterinário”, completou.
Lavar ferimentos por arranhaduras ou mordeduras com sabão neutro e água corrente em abundância e procurar atendimento médico se notar alterações na pele são outras medidas de prevenção que devem ser adotadas.
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde de Maceió, se possível, os tutores devem manter os gatos de estimação estritamente dentro de casa (com telas nas janelas) para evitar brigas com animais infectados na rua.
Além de separa o felino diagnosticado em um cômodo isolado da casa até que ele esteja totalmente curado pelo tratamento veterinário.
“Nunca abandone um animal doente e, em caso de morte por esporotricose, é necessária a cremação do corpo; jamais jogar o animal no lixo ou enterrar no quintal, pois o fungo sobrevive na terra e perpetua o ciclo de transmissão”, orientou a Secretaria.
O tratamento é feito através de medicamentos antifúngicos receitados pelo médico veterinário. A doença é totalmente passível de cura, desde que respeitada a dosagem e o tempo de tratamento.
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