Cidades

Trabalhadores da Casal realizam paralisação de advertência e questionam quem está ganhando com sucateamento da empresa

Eles denunciam a precarização das condições de trabalho nas unidades operacionais da Casal

Por Ascom Urbanitários 27/06/2026 00h23 - Atualizado em 27/06/2026 00h57
Trabalhadores da Casal realizam paralisação de advertência e questionam quem está ganhando com sucateamento da empresa
Manifestação dos trabalhadores da Casal - Foto: Ascom Urbanitários

Os trabalhadores da Casal realizaram, no dia 26 de junho, uma paralisação de advertência contra um processo de sucateamento e desmonte institucional que vem sendo executado na companhia.

Os trabalhadores denunciam a precarização das condições de trabalho nas unidades operacionais da Casal.

Além das péssimas condições de trabalho, a categoria pede a continuidade das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho - ACT.

Durante a paralisação foi realizada uma assembleia, onde os trabalhadores decidiram conceder um novo prazo para a diretoria da empresa apresentar propostas concretas. Caso até o dia 6 de julho não haja evolução nas negociações, a categoria realizará uma nova paralisação, desta vez de 48 horas, nos dias 7 e 8 de julho.

A presidenta do Sindicato dos Urbanitários, Dafne Orion, afirmou que "os trabalhadores estão determinados a defender a empresa que leva água com segurança e qualidade pra toda a população".

“O que queremos é que a direção da Casal esclareça porque afirma que o processo de privatização foi um sucesso e, na mesa de negociação, diz que a CASAL está deficitária. Se a empresa lucrou com a privatização, quem está ganhando com isso? A população é que não está", afirma Dafne Orion.

A sindicalista quer a valorização profissional, respeito aos trabalhadores e compromisso com a manutenção de uma empresa pública forte e eficiente. "Isso é o que garante um serviço de qualidade para a população", afirmou a presidenta Dafne Orion.

A categoria diz que é importante que o governo do estado, acionista majoritário, veja como prioridade a valorização da Casal, como empresa essencial para a população alagoana.

Enquanto aguardam uma resposta da gestão da companhia, os trabalhadores mantêm a disposição para o diálogo, mas deixam claro que novas mobilizações poderão ser intensificadas caso suas reivindicações continuem sem resposta.