Cidades
As delícias das comidas à base de milho
Em diversos pontos de Maceió, comerciantes investem na venda de canjica, pamonha, munguzá e do milho cozido e assado
Definitivamente, o milho é o protagonista da mesa dos alagoanos e dos nordestinos durante todo o mês de junho. O alimento já está sendo ofertado nos quatro cantos da cidade.
Os pratos à base de milhos são os mais variados. Da espiga cozida ao bolo de milho, as receitas com o cereal se multiplicam, passam de geração para geração e agradam ao paladar da maioria das pessoas.
No bairro da Serraria, uma banca de comidas típicas se destaca por vender produtos típicos da época, o ano todo, há 40 anos. Mas é, justamente durante os festejos de Santo Antônio, São João e São Pedro, que a vendedora Teresa Mendes de Oliveira vê sua freguesia mais que triplicar.
Ela mesma faz os pratos típicos, com produtos selecionados e milho da melhor qualidade. A espiga de milho cozida é vendida ao preço de cinco reais. É, sem dúvida alguma, o pedido mais feito. E é entregue ao cliente, de forma tradicional, dentro da palha do milho. As unidades da pamonha e da canjica, são comercializadas, por R$ 13 cada.
Das mãos da Teresa Mendes de Oliveira saem ainda o munguzá, a tapioca, o bolo de massa puba, o bolo de milho e o bolo de macaxeira. As encomendas podem ser feitas através do telefone (82) 98888-3725.
No que depender de Silene da Silva, a freguesia constante está certa. Todos os dias, ao sair do trabalho, ela comparece ao local para comprar algum prato típico.
“Nosso jantar é aqui. A gente se alimenta aqui mesmo e ainda leva para casa, às vezes”, disse, enquanto se deliciava com uma espiga de milho cozida. Seu esposo e sua filha pequena estavam escolhendo ainda o que iam pedir no cardápio. Segundo ela, a variedade é tanta que dá para pedir um prato típico de milho a cada dia da semana.
Difícil é manter a dieta
E como manter o foco na dieta ou pelo menos tentar não engordar com tantas delícias juninas? Bolo de milho, milho assado, milho cozido, canjica, pamonha, munguzá, cuscuz são inúmeros os pratos típicos feitos à base de milho.
Isso sem falar nos pratos regionais servidos comumente nas festas juninas e que não tem o milho como matéria-prima a exemplo do pé-de-moleque, paçoca, arroz doce e cachorro-quente, lembrando ainda do bolo de macaxeira.
A nutricionista Nilzete Luzia Calaça afirmou que, em geral, a maioria dos preparos é bastante calórica. “O milho, principal ingrediente da festa junina, é um alimento muito nutritivo, fonte de carboidratos, (energia), proteína, vitaminas do complexo B, vitamina A, (retinol) e minerais como, fósforo, cálcio e ferro. Versátil, pode ser consumido de várias formas, apenas assado ou cozido, como também utilizado em preparações simples e até mais elaboradas, sendo elas, doces ou salgadas, atendendo assim a diversos paladares, mas devemos ter cuidado com alguns fatores, ao misturar esse alimento precioso a outros ingredientes aumentamos as calorias”, detalhou a nutricionista.
A dica da nutricionista, formada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é de quem quiser comer milho e mesmo assim garantir que a balança não mostre nenhum quilinho a mais é consumir o alimento em sua forma mais natural possível, ou seja, cozido ou assado.
“Se a opção for fazer as mais variadas receitas, é aconselhável evitar os ingredientes mais calóricos nas preparações. Cortar a manteiga, o creme de leite ou leite condensado são também alternativas. Dar preferência ao leite desnatado ou semidesnatado no preparo das canjicas é uma opção menos calórica”, ensinou.
Segundo Nilzete Calaça, não exagerar no consumo, ingerir pequenas quantidades das receitas são alternativas inteligentes para saborear os pratos típicos sem fazer exageros.
“Escolhendo os ingredientes corretos e não exagerando nas porções, é possível honrar a tradição junina, mantendo as pazes com a saúde. Com cautela, nada impede que as pessoas saborearem os pratos típicos. Substituir alguns ingredientes por opções mais saudáveis, com menos gordura e açúcar na composição e ainda gastar as calorias nas atividades físicas e atrações dessa festa tão popular e acessível a todos é a grande receita”, finalizou.
Originário das Américas, o grão é uma planta de origem ameríndia, domesticada por povos indígenas muito antes da chegada dos europeus. No Brasil, há diversas lendas que exaltam o milho e explicam seu surgimento, sempre o associando à fartura e superação de períodos de escassez.
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