Cidades

Lanches virais: consumo e cuidados

Ampliação da presença de carrinhos, trailers e barracas em bairros, praças e orla de Maceió deve trazer atenção ao consumidor

Por Ana Paula Omena - repórter / Tribuna Independente 03/06/2026 09h31
Lanches virais: consumo e cuidados
Carrinhos, trailers e barracas de lanches se espalham por bairros, praças e orla de Maceió; especialista orienta atenção ao consumo - Foto: Edilson Omena

Os chamados “lanches virais” deixaram de ser novidade e passaram a ocupar espaço nas ruas de Maceió. Em bairros, praças e na orla, carrinhos, trailers e barracas atraem consumidores com alimentos de grande apelo visual, porções amplas e variedade de combinações.

Ao mesmo tempo em que o comércio cresce, surgem questionamentos sobre qualidade nutricional, higiene e os impactos do consumo frequente. Em entrevista ao TH, canal da Tribuna no Youtube, a coordenadora do curso de Nutrição da Uninassau, Cristianni Gusmão, enfatizou que o principal ponto de atenção está na frequência com que esses alimentos entram na rotina.

De acordo com a nutricionista, muitos desses produtos concentram quantidades elevadas de açúcar, gordura e sódio, o que pode contribuir para ganho de peso e alterações associadas ao metabolismo quando consumidos de forma recorrente.

“O problema não está no consumo pontual, mas quando isso passa a fazer parte da rotina alimentar”, explicou. Segundo ela, o excesso contínuo pode favorecer aumento da glicemia, alterações de colesterol, pressão arterial e resistência à insulina.

A especialista destacou que esses alimentos costumam chamar atenção pela combinação de ingredientes e pelo estímulo sensorial. Aparência, cheiro e textura influenciam diretamente na escolha do consumidor e favorecem o desejo de repetir a experiência alimentar.

Além da composição nutricional, a segurança alimentar também deve ser observada por quem consome refeições vendidas nas ruas. Cristianni orientou que o consumidor observe o ambiente, a manipulação dos alimentos e as condições de armazenamento.

Entre os sinais de atenção, estão a limpeza do espaço, o uso de itens de proteção por quem manipula os alimentos, a higiene das mãos e a forma como os produtos são armazenados.

Outro ponto citado é o acondicionamento de ingredientes perecíveis, especialmente molhos, carnes e alimentos que exigem refrigeração. Segundo a especialista, produtos expostos ao calor ou sem armazenamento adequado podem aumentar o risco de intoxicação alimentar.

“É importante observar se o alimento está sendo preparado na hora, se existe refrigeração quando necessária e se quem manipula está mantendo os cuidados básicos de higiene”, salientou.

Entre as consequências de alimentos contaminados, ela citou diarreia, vômitos, dores abdominais, náuseas e quadros de desidratação que podem exigir atendimento médico.

Cristianni Gusmão alertou ainda que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção redobrada ao consumir alimentos vendidos na rua.
Segundo ela, uma intoxicação alimentar pode provocar consequências mais graves nesses grupos, principalmente por causa do risco de desidratação, podendo levar à necessidade de atendimento emergencial e, em alguns casos, internação.

A orientação da nutricionista não é retirar esse tipo de alimento da alimentação, mas evitar que o consumo seja diário. A recomendação é escolher momentos específicos, reduzir a frequência e prestar atenção à quantidade ingerida.

Comer devagar, dividir porções maiores e observar os ingredientes são medidas que podem ajudar o consumidor a fazer escolhas com menos impacto na saúde.

“O ideal é consumir de forma pontual, observar o local, a higiene, a forma como os alimentos estão expostos e evitar transformar esse consumo em rotina”, orientou.

A entrevista completa está disponível no canal do Tribuna Hoje no YouTube, no portal do Tribuna Hoje e na programação da TV COM, canal 12 da Net/Claro, com exibições às 10h, 16h e 20h.

Confira no link abaixo:

(46) TH Entrevista - Lanches viraisocupam ruas de Maceió e acendem alerta sobre saúde e higiene - YouTube