Cidades

Acusada de mandar matar a própria irmã é julgada em Maceió

Júri retoma caso de servidora executada; ré é apontada como autora intelectual

Por Tribuna Hoje 09/04/2026 10h44 - Atualizado em 09/04/2026 11h01
Acusada de mandar matar a própria irmã é julgada em Maceió
Sessão do Tribunal do Júri reúne familiares e testemunhas em julgamento sobre morte de servidora pública em Maceió. - Foto: MPAL


Teve início nesta quinta-feira (9), no Tribunal do Júri de Maceió, o julgamento da mulher apontada como autora intelectual do assassinato da servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro, morta aos 54 anos. A vítima foi atingida por cinco disparos, sendo quatro nas costas e um na nuca.

O caso remonta a 12 anos, quando dois homens foram condenados como executores do crime: Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, sobrinho da vítima, e Mustafá Rodrigues do Nascimento. Eles receberam penas de 20 anos e 10 meses, e 21 anos de prisão, respectivamente.

Novo julgamento foi determinado pela Justiça


A ré Luciana Pinheiro, mãe de um dos executores, voltou a julgamento após decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas, que acolheu recurso do Ministério Público de Alagoas e determinou nova análise pelo júri popular.

A acusação é conduzida pelo promotor Antônio Vilas Boas. Logo no início da sessão, a primeira testemunha, irmã da vítima e da ré, confirmou o vínculo familiar e prestou depoimento sobre a convivência com Quitéria.

Sandra afirmou que a vítima sustentava familiares e cuidava dos filhos da acusada. Questionada sobre possíveis motivos para o crime, negou a existência de conflitos que justificassem o assassinato.

Depoimentos expõem tensão no plenário


Durante a oitiva, a testemunha relatou que esteve na casa da vítima pouco antes do crime e disse ter visto um dos condenados acompanhado de outro homem. Segundo ela, saiu do local e, pouco depois, recebeu a notícia da morte.

Outro depoimento, também de familiar, descreveu o momento em que soube do caso e confirmou que a vítima mantinha financeiramente parentes próximos.

A sessão foi marcada por discussões entre acusação e defesa. O advogado da ré contestou falas das testemunhas e elevou o tom durante os questionamentos. O promotor pediu o registro das intervenções em ata.

O julgamento segue com a previsão de ouvir outras testemunhas, incluindo pessoas indicadas pela defesa.