Cidades
Censo do IBGE mostrou que Alagoas tem 33 mil pessoas com TEA
Maior dificuldade dos pais e responsáveis é achar escolas preparadas para atendê-los
Alagoas tem 33 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior parte das pessoas com TEA são crianças e adolescentes de seis a 14 anos. Em todo país são mais de dois milhões de brasileiros, o que equivale a 1,2% da população. A divulgação inédita do IBGE é considerada um avanço histórico.
Durante a realização do último censo demográfico, a inclusão do quesito sobre autismo foi determinada pela Lei nº 13.861 de julho de 2019, que alterou a Lei nº 7.853 de outubro de 1989. Com a mudança, foi incluído as especificidades inerentes ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos censos demográficos.
Ao receber o diagnóstico de TEA, uma das maiores dúvidas dos pais ou responsáveis é escolher o melhor lugar para garantir a educação dos filhos.
É comum que os responsáveis pela criança tenham receio de levá-la a uma escola com medo de o menor sofrer com a adaptação e olhares curiosos das demais crianças.
Por isso, a escolha de uma escola garante a segurança aos pais e, sobretudo, assegura que a vida escolar da criança com TEA será marcada pelo acolhimento e educação diferenciada, respeitando a individualidade de cada aluno.
A diretora administrativa da Creche Escola Divert Kids, Lays Emilia da Silva Soares, explicou que não existe uma idade ideal para iniciar a vida escolar para crianças neurodivergentes.
Segundo ela, cada criança é única e a educação infantil pode ser muito importante desde cedo para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo.
“O mais importante é que a escola esteja preparada para acolher essa criança com respeito, paciência e estratégias adequadas as suas necessidades”, pontuou Lays Emilia que dedica anos à educação infantil e ao desenvolvimento das crianças por meio de um ambiente acolhedor, lúdico e educativo.
Atuamos, completou a profissional, promovendo inclusão, respeito às individualidades e apoio às famílias, buscando sempre oferecer um espaço seguro e de aprendizado para cada aluno.
Na avaliação da diretora educacional da Creche Escola Divert Kids, Juliana Márcia Guimarães Lira Silva Conceição, a acolhida precisa ser feita com escuta, empatia e muito diálogo.
“Os pais precisam se sentir seguros e confiantes de que a escola está preparada para cuidar e desenvolver seus filhos. Já com as crianças, é essencial oferecer um ambiente afetivo, respeitando o tempo de adaptação de cada uma, frisou Juliana Márcia, a quem cabe guiar o propósito da escola, ajudando a formar não apenas alunos com conhecimento, mas também crianças com valores, autonomia e desenvolvimento emocional. Seu trabalho envolve liderança, sensibilidade, organização e compromisso com a educação.
Lays Emilia defendeu que a escola tem um papel fundamental na construção de um ambiente de respeito, inclusão e empatia. Segundo ela, é importante ensinar desde cedo valores como amizade, cooperação e respeito às diferenças, para que todas as crianças se sintam pertencentes ao grupo.
“Para garantir a boa convivência respeitando a individualidade de cada aluno, o professor precisa observar cada um de forma individual, entendendo suas necessidades e potencialidades. Atividades adaptadas, rotinas organizadas e um ambiente acolhedor ajudam muito nesse processo. Assim, cada criança pode aprender e se desenvolver no seu próprio ritmo”, detalhou a diretora administrativa da Creche Escola Divert Kids.
IBGE e TEA – Entre os alagoanos, a incidência maior de TEA é de homens (1,3%) e pessoas brancas (1,2%). Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) “se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva”.
Ainda segundo o Censo, 11.485 pessoas diagnosticadas com TEA em Alagoas frequentam escolas ou já têm especialização. Desses, 381 frequentam curso superior de graduação, 58 pessoas têm especialização e outras 21 têm mestrado.
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