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Urbanismo centrado nas pessoas reposiciona Maceió e pode influenciar modelo em Alagoas

Por Tribuna Hoje 27/03/2026 16h06 - Atualizado em 27/03/2026 16h11
Urbanismo centrado nas pessoas reposiciona Maceió e pode influenciar modelo em Alagoas
Artigo aponta que gestão de JHC articula infraestrutura, inclusão e desenvolvimento econômico com foco na primeira infância e em políticas sociais - Foto: Reprodução


A condução da política urbana em Maceió tem sido apresentada como um modelo baseado na centralidade das pessoas e na integração entre obras e ações sociais. A análise é do presidente de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maceió, Antônio Carvalho, ao avaliar o atual ciclo administrativo da capital.

De acordo com o autor, a cidade atravessa um momento de mudança de direção, com uma agenda que vai além de intervenções físicas. Segundo ele, trata-se de uma visão estruturada de desenvolvimento urbano que reposiciona Maceió no cenário nacional, não apenas pelo turismo, mas também pelo debate sobre planejamento urbano.

Carvalho afirmou que a gestão parte do entendimento de que a infraestrutura deve ser usada como instrumento de transformação social. Conforme destacou, quando direcionadas de forma estratégica, as obras podem reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.

Um dos principais exemplos citados é a política voltada à primeira infância. O autor ressaltou que a meta de criar 20 mil vagas em creches até 2026 vai além da educação. Segundo ele, a medida impacta diretamente a organização social e econômica das famílias, especialmente das mulheres, ao permitir maior inserção no mercado de trabalho.

Ele também pontuou que a gestão combina investimentos estruturais com políticas de inclusão econômica. Entre as ações, citou programas de microcrédito voltados para mulheres empreendedoras. Conforme avaliou, a estratégia fortalece economias locais e amplia a autonomia financeira.

Na avaliação do especialista, outro ponto é a execução de projetos considerados complexos. Carvalho destacou iniciativas como o Renasce Salgadinho e a requalificação do Mercado da Produção como exemplos de enfrentamento de problemas históricos. Segundo ele, essas ações indicam uma mudança de postura na gestão pública.

O autor considerou ainda que há um equilíbrio entre técnica e articulação política na condução das políticas urbanas. De acordo com ele, essa combinação tem sido determinante para a continuidade e execução dos projetos.

Outro aspecto abordado é a construção de legitimidade. Carvalho afirmou que a confiança da população tem sido consolidada a partir de entregas concretas e da presença do poder público nos territórios. Conforme destacou, o vínculo com a sociedade se fortalece por meio de ações práticas.

Ele também destacou mudanças na gestão administrativa, como a simplificação de processos e a redução de burocracias. Segundo o autor, essas medidas permitem maior agilidade e abertura para ajustes ao longo da execução das políticas.

Carvalho ponderou que o modelo não está isento de críticas, mas afirmou que transformações estruturais tendem a gerar questionamentos. Para ele, o diferencial está na capacidade de sustentar decisões com resultados.

Ao concluir, o especialista afirmou que, mantida a consistência, a experiência pode ultrapassar os limites de Maceió. Segundo ele, o modelo tem potencial para influenciar um novo ciclo de desenvolvimento em Alagoas, ao colocar as pessoas no centro das decisões urbanas.