Cidades

Ex-funcionário denuncia ter sido induzido a pedir demissão em empresa de telemarketing em Maceió

Trabalhador afirma que assinou documento sem esclarecimentos e só depois soube que se tratava de pedido de desligamento sem direitos trabalhistas

Por Tribuna Hoje com agências 19/03/2026 15h23
Ex-funcionário denuncia ter sido induzido a pedir demissão em empresa de telemarketing em Maceió
Alma Viva - Foto: Portal Infonet

Um ex‑funcionário de uma empresa de telemarketing em Maceió afirma ter sido levado a assinar um documento no dia 16 de março que, sem seu conhecimento, formalizaria um pedido de demissão. Segundo ele, o episódio ocorreu após quase três anos de trabalho no local e, segundo o relato encaminhado as autoridades, gerou dúvidas sobre a legalidade do procedimento.

O trabalhador relatou que foi chamado por um supervisor e, ao chegar à empresa, foi orientado a assinar um papel sem que lhe fossem dadas explicações claras sobre o teor do documento ou as consequências jurídicas da assinatura. Ele disse ter só descoberto posteriormente que aquele documento constituía um pedido formal de demissão, o que pode acarretar perda de benefícios trabalhistas.

De acordo com o ex‑funcionário, a situação teria origem em um possível desentendimento de natureza pessoal com o supervisor, e que o episódio acabou envolvendo a esposa desse superior — que atua como gerente no estabelecimento. A ocorrência também foi registrada em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) junto à polícia, conforme relato do trabalhador.

Após o ocorrido, no dia seguinte, ele procurou o setor de Recursos Humanos em busca de esclarecimentos, mas diz ter sido instruído a tratar diretamente com a gerência, sem obter respostas sobre o problema.

O ex‑funcionário afirmou categoricamente que não pediu demissão voluntariamente e manifestou a intenção de buscar respaldo na Justiça do Trabalho para questionar a validade do documento e a perda de direitos associados ao desligamento.

Até o momento, a Alma Viva  não divulgou posicionamento público sobre o caso ou forneceu esclarecimentos oficiais sobre o ocorrido. Também não há informações públicas de que o Ministério Público do Trabalho (MPT) tenha sido acionado formalmente por este caso específico.