Cidades
Vida salva: Idoso retorna para casa e família fica feliz com o reencontro
Foram mais de 24 horas de um mutirão para encontrar a família de Amaro Francisco Rodrigues, de 88 anos, que estava perdido pelas ruas e foi resgatado por uma guarnição da Polícia Militar, na manhã desse sábado (14). A partir da entrega dele na UPA da Cidade Universitária, parte alta de Maceió, começou a peregrinação para acolhimento, identificação e localização de familiares. Com o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) acionado e uma união de forças, dentro e fora da rede de buscas, finalmente ele voltou para casa na noite deste domingo (15).
Pormenorizar esse fato serve para a sociedade entender a importância da sensibilidade com o outro, do compromisso com o que se faz, com o dar as mãos em prol de pessoas vulneráveis e que precisam de ajuda. Por essa razão, o Plid decidiu fazer um passo a passo para que tenham noção de quão é gratificante concluir um caso positivamente como resultado de uma força coletiva. Até seu Amaro chegar em casa e ser recebido pela família houve uma grande mobilização.
Tudo começou quando a Força Tática (FT 29), composta pelo Subtenente Reinaldo, a Soldado Cibelle (ambos do 12º Batalhão), e o cabo Rodrigues (do BPEsc), em ronda, tiveram a sensibilidade de perceber que um idoso andava com dificuldades e parecia desorientado. Os policiais, então, decidiram resgatá-lo e, depois de horas tentando achar sua residência, sem lograr êxito, o levaram para a mencionada unidade de saúde. De lá, partiu o contato para a assistente social Dulce Perdigão que colocou o caso no grupo do Plid. Ele não portava documentos, dizia apenas que se chamava Amaro Francisco. Para a certeza, todos contaram com o trabalho da papiloscopista Eloísa, da Polícia Federal, que de imediato fez os levantamentos descobrindo todos os dados: nome completo, filiação, data de nascimento e CPF. Faltava saber onde morava, e lá se vão mais buscas.
Mas, e até realmente saber qual o correto, onde ele ficaria? Acionada Walbia Alcântara, coordenadora da Casa de Passagem Coelho Neto, no Poço, que abriu a exceção para o seu Amaro pernoitar. Quem poderia fazer o traslado? As muitas demandas dificultaram, mas aí a coordenadora do Navid/Plid, promotora de Justiça Marluce Falcão, acionou a Assessoria Militar do Ministério Público, por meio do major Carlos Fausto, e uma equipe foi até a UPA buscá-lo. Lá na casa de passagem foi bem acolhido, tomou banho e se alimentou. Hora de pedir ajuda da imprensa que, novamente, se dispôs a ser parceira veiculando matérias com a foto do idoso.
Amanheceu e, logo cedo, o maior desejo de seu Amaro Francisco era ir para casa, ficou o dia todo impaciente, levantando com dificuldade e indo em direção à porta. Nas buscas apareceram dois endereços que poderiam ser da sua residência, a promotora colocou no google maps e apareceram as imagens, ao mostrar uma delas, seu Amaro ficou radiante e disse que era a sua casa. Mais uma conquista compartilhada no grupo e Ana Paula Apolônio, inspetora da Guarda Municipal, mandou uma equipe ir averiguar. Viva, a casa do seu Amaro foi localizada e só restava, agora, levá-lo de volta.
Em pleno domingo contatos começaram a ser feitos, seu Amaro estava mais inquieto e só falava em ir embora. O Plid pensou em fazer contato com a Polícia Militar, a jornalista Dulce Melo acionou o comandante do 12º Batalhão, Jasiel Andrade, da área da casa do idoso, que prontamente acionou uma guarnição para essa operação de fraternidade. Coincidentemente, mais uma vez na vida do seu Amaro, a soldado Cibelle, dessa vez acompanhada do sargento Henrique que entregaram seu Amaro para a enteada Cláudia.
Para Marluce Falcão, resultados assim demonstram a sintonia da rede de busca e o compromisso com a cidadania, o respeito com a dor do próximo.
“É um trabalho que nos eleva espiritualmente, porque vai além do cumprimento do dever, pois acolher e humanizar o processo da busca e reinserção familiar de uma pessoa vulnerável e desaparecida dos familiares, nos une de forma extraordinária a fazer o bem. O caso do Sr. Amaro é um exemplo de comprometimento e atuação em rede, de acolhimento e humanização que nos inspira, proporcionando forças para superar as dificuldades e deficiência do sistema. Pode até parecer um caso simples, mas certamente uma vida foi salva.No retorno para a sua casa, seu coração estava em festa.Os cuidados médicos na UPA da Cidade Universitária e o acolhimento na Casa de Passagem de Maceió, a proteção e o sentimento de segurança dispensados ao Idoso pelos Polícias Militares e assistentes sociais, foram fundamentais.São os verdadeiros heróis dessa história com final feliz. O PLID/MPAL agradece e rende justas homenagens. Ressalta a promotora Marluce Falcão”, afirma a promotora Marluce Falcão.
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