Cidades
Defensoria Pública inicia agenda de visitas para acompanhar realidade de idosos acolhidos em instituições
Ação busca identificar necessidades individuais e garantir acesso a direitos de cada residente
Envelhecer com dignidade é um direito, e cada história importa. Com esse compromisso, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE) iniciou uma agenda permanente de visitas às Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpis) em Maceió, com o objetivo de olhar para cada residente de forma individual, ouvir suas necessidades e assegurar que seus direitos estejam sendo respeitados.
A iniciativa é conduzida pelo Núcleo de Proteção Coletiva em parceria com a Seção de Atendimento à Pessoa Idosa e contemplará as 15 Ilpis sem fins lucrativos da capital alagoana, por meio de visitas semanais. A ação começou na última semana, com atendimentos realizados na Cidade da Pessoa Idosa e na Residência São Luís para Idosos, ambas localizadas no bairro do Prado.
Durante as visitas, a equipe da Defensoria aplica um formulário detalhado que permite conhecer melhor a realidade de cada residente. O levantamento reúne informações essenciais sobre condições de saúde, uso de medicamentos, necessidade de exames ou cirurgias, acesso a benefícios previdenciários, existência de curatela, vínculos familiares e outras demandas que possam exigir providências administrativas ou judiciais.
Mais do que um diagnóstico institucional, a proposta é compreender a situação concreta de cada pessoa idosa acolhida, garantindo que nenhum direito passe despercebido.
De acordo com a subdefensora pública-geral, Thaís Moreira, embora a verificação das condições estruturais e de funcionamento das instituições também faça parte da atuação da Defensoria, o foco prioritário das visitas está na realidade individual de cada residente.
“Nosso olhar está direcionado a cada residente, de maneira individualizada. O objetivo é examinar a situação concreta de cada idoso acolhido, assegurando a efetiva garantia de seus direitos. Trata-se de uma atuação que integra proteção jurídica, promoção da dignidade, estímulo à autonomia e respeito às singularidades de cada pessoa”, destacou.
Segundo a defensora pública Luciana Faro, responsável pelo atendimento à pessoa idosa na capital, a iniciativa busca transformar a presença da Defensoria nas instituições em um canal direto de acesso à justiça e às políticas públicas.
“O formulário nos ajuda a mapear necessidades específicas e agir de forma direcionada. Muitas vezes são situações simples, mas que fazem diferença na vida da pessoa idosa, como regularizar um benefício ou garantir um medicamento. A ideia é que cada visita resulte em providências concretas”, afirmou.
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