Cidades

Mulher é condenada a 17 anos por tentativa de homicídio contra enteado em Maceió

Adriana Ferreira da Silva arremessou o enteado de apenas seis anos do quarto andar de um prédio

Por Tribuna Hoje com Assessoria 25/02/2026 17h49 - Atualizado em 25/02/2026 23h51
Mulher é condenada a 17 anos por tentativa de homicídio contra enteado em Maceió
Adriana Ferreira da Silva chorou após receber a sentença - Foto: Edilson Omena

Adriana Ferreira da Silva foi condenada nesta quarta-feira (25) pelo Tribunal do Júri de Maceió a 17 anos, dois meses e sete dias de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio qualificado contra o enteado de seis anos. O caso aconteceu na madrugada de 23 de maio de 2022, no bairro Benedito Bentes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), a acusada teria arremessado a criança pela janela do quarto andar após uma discussão com o companheiro e outras pessoas. Testemunhas afirmaram que o menino dormia quando foi lançado, sem qualquer chance de defesa. Momentos antes, o pai da vítima teria ouvido a frase: “Ele vai morrer agora”, atribuída à ré.

Durante o júri, Adriana apresentou versões contraditórias: ora negava ter jogado o menino, ora admitia que o colocou nos braços perto da janela. A defesa tentou sustentar que o episódio teria sido consequência do consumo excessivo de álcool, mas a promotora Adilza Freitas destacou provas técnicas e depoimentos que confirmaram a intenção de matar.

Laudos médicos mostraram que a criança sofreu traumatismo craniano leve e lesões graves, mas sobreviveu após atendimento hospitalar. A perícia concluiu que o menino estava desacordado no momento da queda, o que teria contribuído para sua sobrevivência.

O juiz responsável, Geraldo Amorim, pelo caso considerou que o crime foi premeditado e cometido com frieza, motivado por vingança. A pena inicial de 18 anos e nove meses foi reduzida em razão do período em que a acusada já esteve presa preventivamente.

A promotora Adilza Freitas, do Ministério Público de Alagoas (MP/AL) destacou em plenário: “Como se arremessa uma criança do quarto andar sem essa intenção? A resposta não está na fala da agressora, mas na sua ação”.