Cidades

Ano começa com aumento de afogamentos no estado

Por Valdete Calheiros - repórter / Tribuna Independente 06/01/2026 08h42 - Atualizado em 06/01/2026 11h02
Ano começa com aumento de afogamentos no estado
Mãe e filho de São Paulo se afogaram em uma piscina em pousada de Maragogi, no Litoral Norte - Foto: Divulgação

O ano de 2026 mal começou e já traz consigo estatísticas alarmantes sobre o número de afogamentos em Alagoas. Nos cinco primeiros dias deste ano, já foram 36 que o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas realizou em salvamentos aquáticos.

Em 2025, foram feitos 418 salvamentos aquáticos, entre afogamentos e resgates e 35 resgates de cadáveres. O número de resgates no ano passado foi superior ao registrado em 2024, quando foram registrados 379 salvamentos aquáticos e 45 resgates de cadáveres.

Em 2026, um dos mais recentes casos de afogamentos, está sendo investigando pela Polícia Civil desde, ontem, quando iniciou as diligências para investigar a morte, por afogamento, de uma mulher de 39 anos e de seu filho de 11. Eles morreram na piscina de uma pousada em Maragogi, litoral Norte de Alagoas, no último dia 4. Ambos eram naturais de São Paulo.

De acordo com o delegado Evandro Natividade, a família havia chegado de São Paulo para passar férias em Alagoas e alugou um quarto na pousada.

Ao perceber que o chuveiro elétrico do quarto não estava funcionando, o marido da mulher foi até a administração do local para resolver o problema. Nesse intervalo, a mãe e o filho foram até a área da piscina.

Após algum tempo, o homem estranhou a ausência dos dois e foi procurá-los. Ao chegar à piscina, encontrou mãe e filho submersos. A polícia recebeu a informação de que ambos não sabiam nadar bem.

O pai da criança, com a ajuda de outros hóspedes da pousada, tentou reanimar as vítimas. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, mãe e filho já haviam sido retirados da piscina e estavam em parada cardiorrespiratória. Eles passaram por procedimentos de reanimação e foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maragogi, mas não resistiram.

Equipes do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) estiveram na pousada para realizar a perícia.

As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas, assim como o nome da pousada. Informações preliminares, ainda não confirmadas oficialmente pela Polícia, indicam que mãe e filho podem ter sofrido uma descarga elétrica enquanto estavam dentro da piscina.

Afogamento na Barra de São Miguel

Também no último dia 4, um homem de 41 anos morreu após se afogar, na praia de Barra de São Miguel, no litoral Sul de Alagoas. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a vítima foi retirada da água em parada cardiorrespiratória.

A equipe do Departamento Estadual de Aviação (DEA), a bordo do helicóptero Falcão 05, foi acionada para atender à ocorrência. Foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar, mas o homem não respondeu aos procedimentos. O óbito foi constatado pelo médico da equipe aérea.

Ao todo, oito militares participaram do atendimento. Não houve emprego de viaturas terrestres na ação. As circunstâncias do afogamento não foram detalhadas.

O caso ocorreu próximo às pedras, em uma das áreas mais movimentadas da praia. De acordo com informações repassadas por testemunhas, um praticante de kitesurf percebeu que o homem estava se afogando e alertou pessoas que estavam na orla. Um grupo utilizou uma embarcação para resgatar a vítima, que foi levada até a faixa de areia.

Operação Verão

O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) deu início, desde o dia 1º de dezembro do ano passado, à Operação Verão 2025-2026. O projeto, voltado para a prevenção e a conscientização em todo o estado, ocorre segue até o dia 1º de março deste ano.

É justamente neste período onde acontece um aumento significativo das ocorrências durante a alta temporada, marcada por ondas de calor, grande fluxo de turistas e eventos que vão de festividades de fim de ano ao Carnaval.

Durante a Operação Verão há reforços no efetivo, recursos operacionais e postos no estado. Nos três meses de operação, a corporação intensifica as ações preventivas nas ocorrências de maior incidência, distribuindo de forma estratégica os recursos operacionais nos pontos de maior demanda, com o objetivo de reduzir o tempo-resposta às ocorrências e ampliar a atividade preventiva em praias, rios e ambientes aquáticos, na capital, região metropolitana e interior do estado, garantindo maior segurança da população local e dos turistas.