Cidades

Presidente sindical é acusado de assédio moral, fraudes e abusos contra trabalhadora

21/03/2025 12h39
Presidente sindical é acusado de assédio moral, fraudes e abusos contra trabalhadora
Sede do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado de Alagoas (SECEA), agora envolvido em graves denúncias contra sua presidência - Foto: Divulgação

Uma verdadeira bomba acaba de explodir nos corredores do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado de Alagoas (SECEA). A entidade, que deveria lutar pelos direitos dos trabalhadores, está agora no centro de um escândalo chocante. O presidente do sindicato está sendo acusado de uma série de irregularidades, incluindo assédio moral, fraude trabalhista e maus-tratos contra uma funcionária. O caso veio à tona através de uma ação judicial movida pela vítima, ex-recepcionista da entidade, que denunciou as práticas abusivas que sofreu durante seu tempo de serviço.

Fraude à lei trabalhista?

A ação trabalhista, registrada sob o processo 0000181-44.2025.5.19.0010, revela que a vítima trabalhou de forma clandestina entre 2022 e 2023, sem registro em carteira, tendo sua contratação formalizada apenas após necessitar de afastamento médico. Como se não bastasse, a funcionária era obrigada a trabalhar horas extras sem pagamento e sem qualquer intervalo para descanso.

Humilhação, ameaças e um ambiente tóxico

O relato da funcionária descreve um verdadeiro inferno no ambiente de trabalho. O presidente do sindicato não apenas a agredia verbalmente na frente de outros funcionários, como também a ameaçava constantemente, gritando frases como: “Você pensa que é quem para me contrariar?” e “Você vai ver o que eu vou fazer!”. Essas atitudes levaram a vítima a um grave quadro de estresse e doenças psicológicas, incluindo depressão severa e transtorno de ansiedade.

E agora, justiça?

A ação judicial pede indenização por danos morais, reconhecimento do vínculo empregatício desde 2022, pagamento de horas extras, adicional de insalubridade e uma série de direitos trabalhistas que foram suprimidos.

A população e os trabalhadores do comércio alagoano aguardam ansiosos pela justiça. Afinal, como um sindicato que deveria proteger seus trabalhadores pode estar no centro de um escândalo tão repugnante?