Cidades
Líder comunitária tem vida transformada ao retomar os estudos
Aos 55 anos, Mônica de Cássia concluiu os ensinos Fundamental e Médio ao cursar a Ejai

Mônica de Cássia, 55 anos, é líder comunitária do bairro Feitosa. Mãe de dois filhos professores, ela só obteve formação escolar há um ano, quando concluiu o Ensino Fundamental na Escola Municipal Dom Helder Câmara. Ela não perdeu tempo e finalizou também o Ensino Médio. Ambas as formações foram feitas na Educação de Jovens, Adultos e Idosos, conhecida na rede pública municipal de ensino como Ejai.
“Foi uma batalha. Eu parei, comecei de novo, mas eu queria voltar a estudar. Tive problemas de saúde, mas estou aqui de volta. Foi na escola Dom Helder, que tenho um carinho muito especial, que aprendi tudo e cheguei onde cheguei, para ser o que eu sou hoje. Passei por uma depressão e a escola me salvou. Daí por diante eu coloquei na cabeça que agora vou até o fim, pois vou conseguir. Quero ser assistente social”, afirma a estudante.
Ao retomar os estudos, Mônica percebeu uma mudança significativa em sua vida, principalmente no desenvolvimento pessoal. “Eu já era desinibida. Sabia falar com as pessoas. A partir do momento que comecei a estudar, aquilo ali me abriu portas e oportunidades. Vieram coisas boas, pois sem os estudos não somos nada. E para conseguir o que a gente quer, tem que voar bem alto. E eu criei asas, estou voando, devagarinho, mas estou chegando lá”, afirma.
Mônica tem na irmã professora, a sua maior fonte de inspiração e incentivo para continuar com os estudos e prestar o Exame Nacional do Nível Médio (Enem). “Era um sonho da minha mãe ver suas filhas formadas”, relembra.
A líder comunitária conta que a mãe faleceu sem saber ler e escrever, já que teve toda a vida voltada para o cuidado dos filhos e do trabalho doméstico. “A vida dela foi cuidar dos filhos, da gente e da casa. A minha mãe não conseguiu, mas eu consegui e isso é tudo pra mim”, comenta.
A faculdade de serviço social é outro sonho que Mônica pretende realizar. O intuito é auxiliar nos trabalhos comunitários, já que ela fez parte da luta da comunidade para ter a escola Dom Helder Câmara no bairro. “Esse colégio aqui foi muita luta para a gente conseguir. É uma escola que já tirou muitas pessoas da rua e colocou aqui dentro, não só jovens, como também crianças. Vocês que estão fora, jovens e adultos, venham estudar que é a melhor coisa do mundo”, finalizou.
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