Cidades
MUVB emite nota de repúdio após casa de coordenador pegar fogo no Pinheiro
Movimento Unificado das Vítimas da Braskem classifica o incêndio, ocorrido na madrugada de terça-feira (8), como criminoso
O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) emitiu nesta quarta-feira (9) uma nota de repúdio após a casa do seu coordenador, Cássio Araújo, ter pegado fogo na madrugada de terça-feira (8) no bairro do Pinheiro, em ação que o MUVB classifica como criminosa.
Confira a nota na íntegra:
"NOTA DE REPÚDIO DO MOVIMENTO UNIFICADO DAS VÍTIMAS DA BRASKEM (MUVB)
O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) vem a público expressar nossa mais profunda indignação e total solidariedade ao coordenador-geral do MUVB, Cássio Araújo, vítima de um incêndio criminoso ocorrido na madrugada desta terça-feira, 8, em sua residência no bairro do Pinheiro, em Maceió — uma das áreas devastadas pela mineração predatória da Braskem. Felizmente, não havia ninguém no imóvel e não houve feridos, mas o ataque destruiu parte significativa da casa, incluindo uma coleção de cerca de 20 mil livros, patrimônio pessoal e cultural de valor incalculável.
Cássio Araújo tem sido um incansável defensor das vítimas do megadesastre causado pela Braskem, cujos impactos devastaram a vida de cerca de 50 mil pessoas e afetaram diretamente outras 85 mil, residentes no entorno. Mesmo vivendo a mais de 2 km de distância da mina 18 — que colapsou em dezembro, no maior crime ambiental em área urbana do mundo — Cássio foi forçado pela Braskem a desocupar seu lar, sob o pretexto de riscos à segurança. A empresa, que forçou a retirada e manter a responsabilidade pela segurança das residências desocupadas, não ofereceu proteção contra as invasões e furtos constantes no imóvel do coordenador.
Coincidentemente, na semana passada, a Braskem tentou demolir a residência de Cássio, mas a intervenção direta do próprio coordenador impediu a invasão. Dias depois, um incêndio misterioso tomou o imóvel, após uma pessoa supostamente ter entrado pelo alçapão e utilizado álcool para iniciar as chamas. Esse foi o quinto ataque à casa desde novembro, em um ciclo repetido de intimidações e violências contra um defensor de direitos humanos que luta apenas por justiça.
O MUVB repudia veementemente as ações covardes que buscam silenciar quem se levanta em defesa das vítimas. Não aceitamos que o coordenador-geral, cuja única “ofensa” foi dar voz aos milhares de atingidos pela irresponsabilidade da Braskem, seja submetido a ameaças tão descaradas.
Exigimos uma investigação rigorosa e imparcial por parte das autoridades competentes para identificar os responsáveis por este atentado. Cássio Araújo, como todas as vítimas da Braskem, merece proteção e justiça. Em nome do MUVB, expressamos nossa solidariedade irrestrita ao nosso coordenador e reiteramos nosso compromisso de seguir firmes na luta por reparação plena para todas as vítimas."
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