Cidades
Mulheres com câncer de mama têm duas vezes mais chances de sofrer violência doméstica
Elas têm seis vezes mais risco de serem abandonadas pelo companheiro após a descoberta de uma doença grave

No mês do Agosto Lilás – dedicado ao enfrentamento da violência contra as mulheres – Journal of Oncology, aponta que as mulheres com câncer de mama têm duas vezes mais chances de sofrer violência doméstica do que as mulheres sem câncer de mama.
Outro dado importante apresentado pelas Universidades de Stanford e Utah e pelo Centro de Pesquisa Seattle Cancer Care Alliance é que as mulheres têm seis vezes mais risco de serem abandonadas pelo companheiro após a descoberta de uma doença grave.
No caso de doenças como câncer, a Sociedade Brasileira de Mastologia revela que 70% das mulheres com câncer de mama lidam com a rejeição e o abandono do parceiro. A médica oncologista Manuela Galvão afirma que isto é violência psicológica.
“Muitos parceiros são incapazes de lidar com a situação e buscam a separação. A mulher necessita do suporte emocional neste período porque a rotina se modifica e o corpo fica mais debilitado. O abandono pode fragilizar ainda mais a mulher e impactar negativamente no tratamento”.
De acordo com ela, o suporte emocional é fundamental para uma boa recuperação das pacientes já que a rede de apoio influencia em um bom prognóstico, seja vindo de um parceiro ou de familiares. “Alertar sobre este tipo de violência é essencial, sobretudo no contexto oncológico. Precisamos falar sobre a solidão que a mulher com câncer vive. Mesmo com suporte familiar e social, é comum a sensação de estar sozinha”, falou.
Ela lembra que o câncer é um problema de saúde pública e que segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) 704 mil casos de câncer devem ser registrados anualmente no país até 2025. “O apoio da família e amigos é essencial. É importante lembrar que ninguém deve passar por isso sozinho. Sentir-se acolhida e amada pode fazer com que a trajetória seja menos dolorosa e traumática”, pontuou.
Agosto Lilás
No último dia 7 de agosto, o Ministério das Mulheres lançou a campanha nacional “Brasil sem violência contra a mulher. Brasil com respeito”. Criada para divulgar e reforçar as medidas de enfrentamento à violência contra mulher, durante todo o mês, o Ministério das Mulheres apresentará dados e informações para alertar a população sobre o papel de cada cidadão no enfrentamento da violência de gênero e para lembrar da importância da Lei Maria da Penha (nº 11.340/06), que, em 2023, completa 17 anos.
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