Cidades
Primeira rodada de negociação indica possibilidade de greve dos rodoviários em Maceió
Sindicato da categoria e empresários não chegaram a um consenso quanto ao reajuste salarial
A reunião, ocorrida no final da tarde de ontem (3), entre os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL) e os empresários do setor de transporte urbano de Maceió não terminou com uma boa sinalização para a categoria. Isso porque a os pontos econômicos da pauta entregue ao patronato pela entidade sindical não chegaram nem a ser debatidos na ocasião, pois os representantes das empresas alegam dificuldades e que só podem falar em números se houver uma contrapartida da Prefeitura.
O nó da questão está em que a data-base já venceu no dia 1º de março e os trabalhadores amargam três anos sem reajuste e, por isso, querem urgência nesta negociação que será decisiva para sanar algumas dificuldades enfrentadas pelos rodoviários. “Quando negociamos ano passado, ao invés de avançar, tivemos perdas, diminuição do nosso ticket e quase perdemos nosso plano de saúde. Além disso, naquela ocasião, a pedido do Ministério Público do Trabalho, acatamos a decisão de deixar para negociar nosso reajuste salarial referente a 2020, 2021 e, agora, 2022 nesse momento, por isso, não dá mais para esperar”, frisou o presidente do Sinttro/AL, Sandro Reges.
Segundo ele, os empresários argumentam que só podem negociar com a participação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), de onde eles esperam vir uma readequação do subsídio dado ao setor desde o ano passado. Sem essa readequação, provavelmente não haverá possibilidade de reajuste. Diante disto, os representantes sindicais já veem a inviabilidade da negociação, pois a categoria não pode aguardar tanto tempo. “Isso representa mais arrocho para nós, tá faltando comida na mesa e outras coisas básicas. Por isso, a possibilidade de nos encaminharmos para um movimento grevista é forte, dentro da legalidade, mas tudo tem um limite, portanto, vamos aguardar um pouco, mas tudo dependerá da decisão da categoria e de como os patrões irão se posicionar nos próximos dias”, completou Reges.
Uma nova reunião já ficou agendada para o dia 11 de março, mas sem nenhuma garantia de que a negociação irá avançar e a perspectiva de paralisação, já que, enquanto os trabalhadores tem pressa, os empresários preferem esperar um posicionamento da Prefeitura.
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