Cidades

13 de dezembro de 2019 21:48

Moradores de bairros em Maceió afetados pela mineração protestam por indenizações

Bairros receberam visita de deputados federais que compõem Comissão Externa do Pinheiro

↑ Protesto aconteceu nesta sexta (13) - Fotos: Sinteal

Protestos marcaram esta sexta-feira (13) em Maceió. Moradores dos bairros que sofrem com o afundamento de solo provocado pela extração de sal-gema da Braskem reuniram-se em manifestações em frente à Defesa Civil de Maceió e em frente à Justiça Federal de Alagoas. Os populares dos bairros afetados pela mineração (Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto) cobraram providências sobre a situação às autoridades alagoanas.

Na sede da Defesa Civil de Maceió, no bairro do Pinheiro, a manifestação foi intitulada “Ato Popular pela Vida” e cobrou urgência na definição das indenizações e realocação dos populares atingidos. Nos cartazes e faixas levados ao local, estavam escritas frases como “respeite a nossa história”, “não se brinca com a vida”, “indenizações já”, “o Alto do Céu existe, fomos abandonados” e “a culpa é da Braskem”.

Além das mensagens mencionadas, era possível observar “SOS Pinheiro” e “SOS Mutange” em vários cartazes. Nas faixas, aparecia também o nome do grupo criado para agregar os moradores de todos os bairros afetados: Frente Ampla dos Atingidos pela Braskem.

O presidente da Associação dos Moradores do Mutange, Arnaldo Manoel dos Santos, falou à reportagem da Tribuna e disse que, também, nesta sexta-feira, os bairros atingidos receberam a visita de deputados federais que compõem a Comissão Externa do Pinheiro.

“Estamos na ativa desde o começo da manhã. A Comissão Externa da Câmara dos Deputados em Brasília esteve aqui em Maceió. Como tinham deputados de outros estados, eles queriam conhecer as áreas atingidas. E aí foi feito todo um trajeto com os deputados. Enquanto isso, outros grupos de moradores já partiram de seus bairros rumo ao ato na Defesa Civil”, disse o presidente da associação.

“Durante esse ato na Defesa Civil, nós, moradores do Mutange, cobramos agilidade maior no processo e uma ampliação de três vezes a área delineada pela Braskem. A comunidade não está conformada com isso. Com a área delineada pela Braskem no Mutange, não se abrange as residências propriamente ditas. Abrange mais clínicas e o campo do CSA. Na questão de residências, pouquíssimas casas entraram nessa área delineada”, comenta Arnaldo Manoel.

Protesto na Justiça Federal

Após o protesto na Defesa Civil, os moradores seguiram para a Igreja Batista do Pinheiro para uma audiência pública com os parlamentares que compõem a Comissão Externa.

“Ao sairmos da audiência pública, às 18h, seguimos rumo à Justiça Federal, no bairro da Serraria. Lá, fizemos nosso protesto. Colocamos faixas de repúdio, no sentido de chamarmos a atenção e fazer pressão no juiz para que, com sua caneta, faça o bloqueio dos R$ 3,7 bilhões da Braskem para as devidas indenizações”, disse o presidente da Associação dos Moradores do Mutange.

Fotos: Sinteal

Fonte: Reportagem: Rívison Batista

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