Brasil

Nego Di e esposa são condenados à prisão por lavagem de dinheiro

Justiça aponta prejuízo de R$ 185 milhões e diz que influenciador e esposa atuavam em esquema de rifas eletrônicas e lavagem de dinheiro

Por Uai 25/06/2026 16h09 - Atualizado em 25/06/2026 16h52
Nego Di e esposa são condenados à prisão por lavagem de dinheiro
Nego Di foi condenado pela Justiça por envolvimento em esquema de rifas eletrônicas ilegais e lavagem de dinheiro - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça condenou Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, e a esposa, Gabriela Vicente de Sousa, em um caso que envolve um amplo esquema de rifas eletrônicas ilegais e lavagem de dinheiro. O processo aponta prejuízo milionário e milhares de vítimas, além de uma atuação estruturada nas redes sociais para atrair participantes.

De acordo com a decisão judicial, o influenciador recebeu pena de 14 anos e 6 meses de prisão. Ele foi condenado por estelionato, lavagem de dinheiro qualificada, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal. Já a esposa foi sentenciada a 8 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro.

No detalhamento do processo, a Justiça indica que o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 185,3 milhões, atingindo pelo menos 9.683 pessoas. As investigações apontam ainda que, entre novembro de 2022 e maio de 2024, teriam sido realizadas ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização, divulgadas nas redes sociais com promessas de prêmios em dinheiro e bens.

Entre os episódios citados nos autos, está o sorteio de um Porsche Macan, avaliado em cerca de R$ 500 mil, além de outros valores em dinheiro que, somados, chegariam a aproximadamente R$ 650 mil. Segundo a acusação, a estratégia era usada para impulsionar a adesão às rifas e ampliar a arrecadação.

Por fim, o Ministério Público também apontou que o casal teria atuado em conjunto para ocultar a origem de mais de R$ 2,4 milhões, utilizando contas de terceiros, movimentações financeiras e aquisição de bens para dar aparência de legalidade aos valores.

Além das penas de prisão, a decisão prevê pagamento de dias-multa calculados com base no salário mínimo vigente à época dos fatos.