Brasil
Prefeitura faz retirada de milhares de camarões encontrados mortos no Rio Tietê
Funcionários da prefeitura de Igaraçu do Tietê (SP) recolheram os crustáceos em sacos para descarte no aterro sanitário de Barra Bonita, nesta quarta-feira (4). Causa da mortandade ainda é investigada
Os funcionários da Prefeitura de Igaraçu do Tietê (SP) recolheram nesta quarta-feira (4) os camarões mortos na prainha da cidade.
A limpeza e retirada aconteceu após o registro de mortandade de milhares de crustáceos às margens do Rio Tietê, que se acumularam no leito do rio desde a segunda-feira (2).
Os camarões que ainda estavam nas margens foram colocados em sacos para serem descartados no aterro sanitário de Barra Bonita (SP), ainda nesta quarta-feira (4). Uma retroescavadeira também foi utilizada para ajudar na retirada dos crustáceos que estavam no meio do rio.
Um vídeo feito por um morador mostra milhares de camarões mortos espalhados às margens do Rio Tietê.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Igaraçu do Tietê, a principal suspeita para o fenômeno é a redução do oxigênio dissolvido na água, condição que pode ser provocada por uma combinação de fatores climáticos, ambientais e até intervenções humanas.
Os crustáceos começaram a ser encontrados na segunda-feira (2), na prainha de Igaraçu do Tietê, área utilizada como espaço de lazer e localizada próxima à barragem da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita (SP).
Segundo apuração da TV TEM, parte dos animais foi levada pela correnteza, mas novos camarões sem vida continuaram a aparecer ao longo desta terça-feira (3).
Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) estiveram na prainha na tarde desta terça-feira para realizar vistorias e coletar amostras da água e dos animais, que serão analisadas para identificar as causas do ocorrido.
Em nota, a Auren Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, informou que não há qualquer relação entre a usina — que passa por manutenção preventiva da eclusa — e o aparecimento de camarões de água doce em Igaraçu do Tietê.
A empresa afirmou ainda que, ao tomar conhecimento da situação, comunicou a Cetesb e se colocou à disposição para colaborar com os órgãos ambientais na apuração do caso.
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