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Como denúncia de detenta levou à prisão de investigador suspeito de estupro em delegacia de MT

Manoel Batista da Silva, de 52 anos, atua como investigador da Polícia Civil desde 2001. Ele foi preso preventivamente, passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça

Por G1 04/02/2026 10h11
Como denúncia de detenta levou à prisão de investigador suspeito de estupro em delegacia de MT
O investigador da polícia suspeito de estuprar uma mulher dentro de uma delegacia, em Sorriso (MT), foi identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos - Foto: Reprodução

Uma denúncia feita há cerca de 50 dias por uma mulher que estava detida em uma delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, deu início à investigação que resultou na identificação e prisão do investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, suspeito de estuprá-la dentro da unidade de segurança.

O servidor foi preso preventivamente neste domingo (1º), passou por audiência de custódia na mesma data e teve a prisão mantida pela Justiça. O g1 tenta localizar a defesa de Manoel.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, após a denúncia, a vítima passou por exame pericial com coleta de material genético, que foi confrontado com o de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime.

Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual.

Com base nos indícios apurados, a polícia representou pelo pedido de prisão preventiva, que foi cumprido na casa do investigado, no Bairro Jardim Aurora. Durante a ação, foram recolhidos pertences funcionais do servidor, como arma de fogo e munições.

"A Polícia Civil não é conivente com esse tipo de situação. Não é por se tratar de um policial, que iremos fingir que nada aconteceu. É algo muito triste e que mancha a imagem da nossa polícia", disse a delegada.

Ainda conforme a delegada, outras presas foram ouvidas, mas, até a publicação desta reportagem, não houve outras denúncias contra o policial. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.