Brasil
Ônibus envolvido em acidente em MG foi autuado cerca de 30 vezes e operava de forma clandestina
Veículo que saiu de Arapiraca tombou na BR-251, deixou cinco mortos e não tinha autorização da ANTT
Autuado cerca de 30 vezes entre os anos de 2025 e 2026, o ônibus que saiu de Arapiraca, em Alagoas, e tombou na Serra de Francisco Sá, em Minas Gerais, na noite da última quarta-feira (21), operava de forma irregular e sem autorização para o transporte interestadual de passageiros.
De acordo com informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo não possuía cadastro ativo no sistema do órgão e realizava viagens de maneira clandestina. Entre as autuações registradas, 25 foram por evasão de postos de pesagem e outras cinco por irregularidades relacionadas ao transporte rodoviário, incluindo problemas em equipamentos obrigatórios e a realização de viagens sem a devida autorização.
O acidente aconteceu no km 474,8 da BR-251, em um trecho de serra com declive e curva acentuada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus apresentou falha no sistema de frenagem, o que impediu o motorista de reduzir a velocidade, resultando no tombamento às margens da rodovia. O veículo seguia de Alagoas com destino à cidade de Itapema, em Santa Catarina.
No momento do acidente, 43 pessoas estavam no ônibus. Cinco delas morreram ainda no local, entre as vítimas estão um homem, uma mulher e um bebê de apenas um ano de idade, todos alagoanos. Além dos óbitos, nove passageiros ficaram gravemente feridos, com múltiplas fraturas e escoriações, enquanto outras 34 pessoas tiveram ferimentos leves ou não se feriram.
O g1 procurou a Dinho Turismo, responsável pelo veículo, e aguarda retorno. Em contato com a empresa, uma pessoa que preferiu não se identificar, informou que a empresa estava em contato com os advogados e falaria depois sobre o caso
Em nota, a ANTT informou que tanto o veículo quanto a empresa responsável não estavam habilitados para realizar transporte interestadual de passageiros. O órgão reforçou que empresas do setor precisam estar cadastradas no Sistema de Habilitação de Transporte de Passageiros (SisHAB), possuir Termo de Autorização de Fretamento (TAF), seguro obrigatório, monitoramento da viagem e registro prévio no Sistema de Autorização de Viagem (SISAUT).
A agência destacou ainda que o descumprimento dessas exigências pode resultar em multas e outras penalidades administrativas. As circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas pelas autoridades competentes.
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