Saúde
Elopement: comportamento de fuga em crianças com autismo acende alerta para segurança e prevenção
Casos recentes registrados em Maceió reacenderam um alerta importante para famílias e profissionais que convivem com crianças autistas: o risco do chamado elopement, comportamento caracterizado pela fuga ou afastamento inesperado de uma pessoa de seu cuidador ou de um ambiente supervisionado.
Nas últimas semanas, dois episódios envolvendo crianças de cinco e seis anos mobilizaram a população local. Em ambos os casos, os meninos, diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desapareceram após se afastarem de seus responsáveis e foram encontrados sem vida em áreas com água, possivelmente vítimas de afogamento.
Esse comportamento pode ocorrer quando a criança tenta alcançar algo que desperta forte interesse, como um objeto ou lugar, ou quando busca estímulos sensoriais específicos, como luzes, sons ou alguma sensação. Em outros casos, a fuga pode ser uma tentativa de escapar de ambientes que causam desconforto sensorial, como locais muito barulhentos.
De acordo com especialistas em desenvolvimento infantil, o autismo pode, em alguns casos, dificultar a percepção de perigo. Alterações sensoriais, dificuldades de comunicação e comportamentos impulsivos podem contribuir para que a criança se afaste sem perceber riscos ao redor.
Outro fator que pode aumentar os riscos é a dificuldade de comunicação que algumas crianças com autismo apresentam. Caso se afaste dos cuidadores, elas podem ter dificuldade para pedir ajuda ou responder perguntas simples, como dizer o próprio nome, endereço ou telefone dos responsáveis.
Apesar da preocupação, especialistas reforçam que nem todas as crianças com TEA apresentam elopement. Alguns sinais, no entanto, podem indicar maior risco desse tipo de comportamento, como crianças que costumam correr à frente dos pais em direção ao que querem, em vez de pedir, que não respondem ou não param quando são chamadas pelo nome, que agem de forma impulsiva, ou que já se afastaram repentinamente de seus cuidadores em ambientes públicos ou para fora de casa. A observação desses padrões pode ajudar pais e cuidadores a antecipar situações de risco e a adotar estratégias de prevenção.
Apesar de ser frequentemente associado ao TEA, o elopement não ocorre apenas em crianças com autismo. O comportamento também pode aparecer em pessoas com deficiência intelectual, em idosos com quadros de demência e em outras condições que afetem a percepção de risco ou orientação.
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