Saúde

Cinco pessoas da mesma família passam mal após beber refrigerante comprado em bar no ES

Caso aconteceu em Ecoporanga, no Noroeste do estado. Entre as vítimas estão quatro crianças e uma adolescente

Por G1 15/03/2026 16h15
Cinco pessoas da mesma família passam mal após beber refrigerante comprado em bar no ES
Cinco pessoas da mesma família passam mal após beber refrigerante comprado em bar, em Ecoporanga, no Noroeste do Espírito Santo - Foto: Reprodução

Cinco pessoas da mesma família passaram mal após consumirem um refrigerante comprado em um bar em Ecoporanga, no Noroeste do Espírito Santo, nesta quinta-feira (12). Entre as vítimas estão quatro crianças, de 8, 10 e 11 anos, uma adolescente de 14 e um homem de 43 anos.

Todos foram levados para hospitais da região horas depois da ingestão da bebida, com sintomas de intoxicação. A menina de 11 anos recebeu alta nesta sexta-feira (13), enquanto os demais foram liberados neste sábado (14), para continuar a recuperação em casa.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe foi acionada para prestar apoio ao Conselho Tutelar durante o atendimento da ocorrência. A garrafa da bebida foi recolhida e vai passar por perícia.

A avó das crianças, Maria Sandra de Oliveira, foi quem comprou o refrigerante e disse que a garrafa estava lacrada. Segundo ela, a primeira a passar mal foi a adolescente, seguida pelos primos mais novos.

De acordo com a dona de casa Lorrayne Veloso, mãe de um dos meninos, as crianças começaram a apresentar sintomas cerca de duas horas depois de beber o refrigerante. Duas das meninas chegaram a desmaiar.

"Elas desmaiavam, voltavam, desmaiavam, voltavam, a gente colocava de pé e ficavam tremendo. O menor falou que estava com falta de ar e dor na barriga, e sentia a boca como se estivesse espumando", disse Lorrayne.

A garrafa com o restante do refrigerante que sobrou foi entregue à polícia e o material será analisado. As informações de validade e lote da bebida, que deveriam estar na tampa da garrafa, estavam apagadas.

"O refrigerante já se encontra à disposição da perícia, para verificar se há indícios ou resquícios de veneno no conteúdo que sobrou", apontou o titular da Delegacia de Polícia de Ecoporanga, delegado Kleber de Almeida.

Em nota, o Grupo Coroa informou que, até o momento, não foi oficialmente acionado sobre os fatos mencionados, tampouco recebeu qualquer registro por meio de seus canais de atendimento ao consumidor (SAC) relacionado ao caso citado.

A empresa reforçou que preza rigorosamente pela qualidade e segurança de todos os seus produtos, adotando processos de controle e monitoramento em todas as etapas de produção.

Disse que permanece à disposição para eventuais esclarecimentos e, caso seja formalmente acionado, tomará todas as medidas cabíveis para apurar os fatos com a devida responsabilidade e transparência.