Interior
Matilha pode ter matado animais em São Brás há meses
Versão é de Ana Cecília, veterinária, mas moradores discordam da profissional porque ataques e mortes são silenciosos
O mistério envolvendo a morte de dez animais, incluindo porcos, ovelhas e cachorros, na área rural do município de São Brás, remonta há mais de seis meses.
Segundo relatos de moradores, além do Povoado Lagoa Comprida, os ataques com mortes dos animais também foram registrados em outras comunidades rurais, desde agosto do ano passado.
Semana passada, a Tribuna esteve no município de São Brás e acompanhou de perto o clima de medo e apreensão dos pequenos criadores de animais.
Três porcos, cinco ovelhas e dois cachorros foram encontrados mortos com estranhos ferimentos, em alguns casos, sem rastros de sangue no pescoço, estômago e nas pernas.
O mais recente ataque ocorreu há cerca de três semanas, no Povoado Lagoa Comprida, distante cinco quilômetros da área urbana da cidade ribeirinha alagoana.
Três porcos e um cachorro sofreram ferimentos e morreram com cortes circulares e furos redondos no estômago, cabeça, pescoço.
O fato acaba mexendo com a imaginação das pessoas, que atribuem os ataques a predadores selvagens e até ao famoso chupa-cabras.
O mais estranho também, segundo relato de criadores, é de que as mortes dos porcos surgiram de forma repentina e intrigante, sem que ninguém ouvisse latido, barulho, correria e apenas o silêncio da madrugada e depois a descoberta que deixou as pessoas assustadas.
A propriedade rural fica localizada nas imediações de um frigorífico.
Para colocar mais mistério no caso, a pocilga fica a poucos metros das águas do açude da propriedade rural pertencente à família de Edmilton Miguel dos Santos, o Zitô.
Cetas
Esta semana, o caso chegou ao conhecimento da médica-veterinária Ana Cecília, do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/AL).
De acordo com a especialista, existe a suspeição de que se trate de uma matilha de caninos que teriam retomado um instinto selvagem por situação de abandono ou fome.
Mas os criadores de animais não acreditam na avaliação.
“Se fosse um ou mais cachorros, a gente poderia ouvir os latidos ou barulho dos animais sendo atacados. Meu filho estava dentro da casa de campo e não ouviu nenhum barulho durante a noite e, pela manhã, encontrou os animais mortos”, declarou Edmilton Miguel, o Zitô.
Como ainda não há confirmação de que uma matilha de cães cometeu os ataques, as autoridades continuam monitorando e acompanhando a situação no município ribeirinho alagoano.
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