Roteiro cultural

Oficina de fotografia artesanal tem inscrições abertas

Oficina convida à prática do pinhole para ver a cidade com outros olhos

Por Assessoria 31/08/2026 19h03 - Atualizado em 31/08/2026 19h41
Oficina de fotografia artesanal tem inscrições abertas
Oficina acontece em 12 de setembro - Foto: Divulgação

Fotografar somente com a luz, sem lentes, já imaginou? A fotografia artesanal guarda em si outros tempos, desafiados pela instantaneidade das imagens dos smartphones, e portanto desperta para outros modos de ver o mundo. A oficina Deriva: Pinhole como dispositivo de temporalidades convida à experiência do corpo na paisagem da cidade e suas relações por diferentes caminhos, no bairro do Poço, no próximo dia 12 (sábado), na Casa Tanto.

A prática desperta conexões com os fluxos que povoam o lugar e o imaginário de cada um, repletos de narrativas. Uma construção coletiva de fotografia será impulsionada pela percepção de temporalidades. “Há fotos pinhole que passam meses para serem produzidas, dependendo do dispositivo", diz Yvana Crizanto, que ministra a oficina.

Nesta experiência, os participantes vão utilizar câmeras artesanais com furo d’agulha (técnica do pin-hole) para registros e revelação em laboratório. Yvana destaca que pensar outras possibilidades para a imagem impressa no papel fotográfico amplia para outras expressões artísticas. “A imagem começa no pinhole, capturada pela luz e pelo tempo. Depois, pode atravessar o smartphone, tornar-se digital e ganhar novas possibilidades: ser remixada, projetada, editada, sobreposta, compartilhada, transformando-se em outras formas de arte e comunicação", diz a artista.

A oficina é aberta também para quem não fotografar. Trata-se de uma oportunidade singular para quem deseja compartilhar percepções e reflexões sobre práticas criativas e educativas abertas. A programação já foi realizada recentemente, em Junho deste ano, como atividade integrante da I Jornada Sankofa de Arquitetura da Paisagem da FAU-UFAL, realizada por meio do Projeto de Monitoria “Paisagem e Memória em Alagoas: arquitetura, urbanismo e ancestralidade para cidades resilientes”.

Sobre a artista

Pesquisa sons e imagens desde 2015, em formações e projetos de realizados em Belém (PA), na Associação Fotoativa, Kamara Kó Galeria, Casulo Cultural, Sesc, entre outros. Cantora com experiência na Escola de Música da UFPA (PA), em Canto Coral e Lírico, e em diversas experimentações performáticas voltadas ao campo da Identidade e suas interseções com a Imagem e o Som, o Canto.

Sua produção musical permeia canções, poemas, fotografias e vídeos, sons e vocalizações para compor seus espetáculos, entre eles Deriva, lançado em Maio deste ano, no Theatro Homerinho, em Maceió (AL). Sua produção sempre permeou caminhos aquáticos, de rios e mares e igarapés, como no espetáculo Água (2018), contemplada em Artes Cênicas pelo Prêmio de Produção e Difusão Artística, da Fundação Cultural do Pará (FCP), com a bailarina Tati Benone. Desenvolveu o projeto Universi de Si: Canto e Identidade, no Casulo Cultural, oficinas experimentais e exposições que circularam entre 2015-18 em diversos espaços culturais do PA e SP. Em canto popular foi marcante o Duo Inversos, com Helena Ressoa, no show “Inversos canta Cartola”, e os músicos Maurício Panzera e Douglas Dias (2018-2019). Em 2025, passou a compor o grupo “Baianas Mensageiras da Alegria”, com Telma César e a família dos Verdelinhos, na Chã da Jaqueira, Maceió (AL). Mestranda em Design, com foco em Design de Narrativas.

Serviço:

Oficina Deriva: Pinhole como dispositivo de temporalidades

Dia 12/09 (sábado), das 9h às 13h, na Casa Tanto - Rua Félix Lima Júnior, 26, bairro Poço

Inscrições no formulário forms.gle/rJxyR7GBv64dF7uq5 

Mais informações pelo contato (11) 94224.6107.