Política

Ministro do Trabalho dialoga com setor produtivo e militância

Em Alagoas, Luiz Marinho garantiu que o Governo Federal tem focado na adesão de pactos de trabalhos com humanidade

Por Emanuelle Vanderlei - repórter / Tribuna Independente 17/07/2026 08h43
Ministro do Trabalho dialoga com setor produtivo e militância
Luiz Marinho participou de fórum nacional com secretários de estado e teve agenda com trabalhadores - Foto: Adailson Calheiros

Em Alagoas para participar do Fórum Nacional de Secretarias Estaduais do Trabalho (Fonset), no Palácio do Governo, o ministro do trabalho e emprego, Luiz Marinho (PT), foi entrevistado pela reportagem da Tribuna Independente, e reforçou a preocupação em manter a máquina do Governo Federal funcionando enquanto respeita as restrições da legislação eleitoral nesse período de campanha.

“Tem uma restrição no período de defeso que o Governo Federal tem que estar submetido a ela. Eu estou evitando falar muitas coisas porque eu estou submetido ao período de defeso, a minha obrigação aqui é preservar. Sobre a liderança do presidente [Lula], evidentemente, que o governo continue funcionando. Então, o mandato do presidente termina dia cinco de janeiro, independente do resultado eleitoral. Até cinco de janeiro é nossa responsabilidade que o governo continue funcionando que o estado continue funcionando, que a gente continue entregando que a gente continue trabalhando focado”, disse o ministro.

Marinho explicou que vem em busca de adesão ao pacto do trabalho decente.

“Esse é o fórum de secretários de Estado. Alagoas sediou esse, eles fazem rodando o país. Nós fizemos um processo aqui, eles fizeram uma adesão ao pacto do trabalho decente, para estimular nos territórios que as empresas e segmentos econômicos possam fazer a adesão ao pacto. O pacto é uma ação voluntária, mas quando a pessoa faz adesão se compromete a trabalhar o conceito do trabalho decente”.

O ministro detalha o que, na prática, significa esse conceito. “É a não exploração da mão de obra infantil, não trabalho forçado, qualidade, o respeito, o direito das mulheres a salário igual, então um conjunto de valores que se se coloca para a produção para evitar conflitos, como incorporar os sindicatos diálogos, contratação coletiva, associação coletiva. Então, um conjunto de valores aqui que leva a evitar problemas, problemas do mercado de trabalho”.

Além da agenda oficial de ministro, Marinho se reuniu no final do dia com lideranças sindicais e a militância do Partido dos Trabalhadores.

“Na verdade, em todos os territórios que eu vou eu dou oportunidade de agenda para diálogo com a militância, fazer a escuta da militância. Os anseios que estão colocados aqui para transmitir para as direções nacionais. ‘falou lá que está tudo bem’ ou ‘tem um problema, tem que estar olhando’. As lideranças nacionais e o Governo têm a obrigação de fazer escuta de território para propiciar que se tem algum problema a gente trabalhar para solução”.

Perguntado sobre cenário eleitoral do PT, tanto em Alagoas quanto nacionalmente, o ministro evitou se aprofundar.

“Na verdade, eu não falo pela direção do PT. A gente vem aqui como ministro de Estado e trabalha o processo de escuta a militância na obrigação militante também. Mas no mais é tratar das tarefas do governo, do ministério, orientar as questões relacionadas ao mundo do trabalho, orientar da diretriz do nosso pessoal. Especialmente isso”.

Cauteloso, ele deixou o debate para os dirigentes partidários. “Bom, eu creio que as direções, assim como o presidente geral do PT já teve por aqui com os partidos que compõem essa frente, orientando, discutindo, eu creio que esteja tudo resolvido”.

O ministro do trabalho citou problemas que aconteceram no governo anterior, justificando a cautela na fala.

“Evidente, que a partir das 17h eu sou um militante como qualquer um outro cidadão, portanto é o direito de falar a favor do presidente, nessa pré-campanha. Mas aqui no horário experiente, preservar, tomar cuidado. Não vamos usar a máquina de jeito nenhum, não vamos fazer como os outros, que usaram de forma descarada, deixaram um déficit terrível que usaram na campanha eleitoral, nós não vamos fazer, vamos nos reservar estritamente ao papel. E a disputa política, é a disputa política”, finalizou Luiz Marinho.