Política
Lobão articula Faixa Azul nacional e diz que implantação agora depende das prefeituras
Com apoio do senador Renan Calheiros, proposta prevê recursos federais e busca reduzir acidentes com motociclistas nas cidades
A criação de faixas exclusivas para motociclistas nas cidades brasileiras entrou em uma nova fase após articulação liderada por Lobão, presidente nacional do Movimento Faixa para Motos. O projeto, que já conta com apoio no Senado e previsão de recursos federais, agora depende da adesão das prefeituras para sair do papel. A proposta prevê a implantação da chamada Faixa Azul como estratégia para reduzir acidentes e organizar o trânsito urbano.
O senador Renan Calheiros (MDB) confirmou o apoio à iniciativa e a destinação de recursos para viabilizar a política pública. “Importante, estamos garantindo recursos para implantar as faixas exclusivas para motociclistas nas cidades brasileiras, a chamada Faixa Azul. Estamos reservando dinheiro no orçamento para que os municípios possam implementar essa importante política pública. Ela salva vidas dos motociclistas e vai melhorar, organizar o trânsito, que é um caos nas cidades brasileiras”, afirmou.
Segundo Lobão, o pedido formal foi encaminhado ao Ministério dos Transportes por meio do processo nº 50000.043390/2025-47, solicitando a implantação da medida em âmbito nacional. Ele destaca que a iniciativa ganhou força após diálogo com o senador, que intermediou a pauta junto ao governo federal.
“Encaminhei ao Ministério dos Transportes o nosso requerimento solicitando a implantação da faixa para motos nas cidades do Brasil. Procurei o senador Renan Calheiros e ele prontamente se colocou à disposição, fez a interlocução com o Ministério e colocou recurso. Agora só depende das prefeituras brasileiras solicitarem a implantação”, afirmou.
De acordo com ele, o caminho para adesão é direto: os municípios precisam formalizar o pedido junto ao Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), responsável por autorizar a implantação experimental das faixas. A execução, por sua vez, fica sob responsabilidade das gestões municipais.
Lobão defende que a medida pode ter impacto imediato na redução de acidentes, especialmente em cidades com alto fluxo de motocicletas. Ele cita como exemplo Maceió, onde, segundo o movimento, são registrados em média 15 acidentes com motos por dia, entre ocorrências leves e fatais.
“A partir de agora é momento de ação. Cada demonstração de interesse em implantar a faixa será transformada em segurança para o povo. Quando o cidadão cobra do gestor, ele ajuda a viabilizar essa política”, disse.
Entre os trechos apontados como viáveis para implantação imediata está a Avenida Fernandes Lima, uma das principais vias da capital alagoana, que, segundo Lobão, reúne condições para receber a faixa exclusiva em caráter experimental.
A proposta da Faixa Azul busca separar o fluxo de motocicletas dos demais veículos, reduzindo conflitos no trânsito e ampliando a segurança viária. A iniciativa já foi testada em outras cidades brasileiras e agora avança para uma tentativa de expansão nacional, com financiamento previsto e articulação política consolidada.
Para Lobão, o cenário atual exige resposta urgente do poder público. “São números de guerra. A faixa para motos vai ajudar a amenizar isso. Agora, a decisão está nas mãos das prefeituras”, concluiu.
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