Política

Governo Federal recompõe perda da universidade

Reitoria e sindicato reconhecem esforço do Poder Executivo, mas alertam que valor ainda é insuficiente para manter toda estrutura

Por Emanuelle Vanderlei - repórter / Tribuna Independente 28/01/2026 08h29
Governo Federal recompõe perda da universidade
Reitor da Universidade Federal de Alagoas, Josealdo Tonholo, ressalta que aguarda mais recursos do Governo Federal para assistência estudantil - Foto: Edilson Omena / Arquivo

A Medida do Governo Federal, que reverteu grande parte do corte de recursos feito pelo Congresso Nacional às Universidades Federais foi recebida com alívio na comunidade da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O orçamento, que chegou a ter perda de R$ 13 milhões só para a Ufal, agora receberá um complemento de R$ 5 milhões, totalizando R$ 121 milhões para o exercício de 2026.
Josealdo Tonholo, reitor da Ufal, reconhece o gesto do poder executivo e entende que isso resolve pelo menos parte do problema.

“O gesto do presidente Lula é muito importante, de fato, porque ele reconhece o papel das universidades como ele sempre tem feito. É com muita felicidade que recebemos essa notícia. Esse gesto de se aproximar novamente das universidades, fazendo uma suplementação orçamentária que vai garantir nosso funcionamento, é uma forma de diminuir o prejuízo do corte que a gente teve no final do ano passado pelo Congresso Nacional. A recomposição, é fundamental para garantir a continuidade das universidades, do funcionamento nessa situação de adversidade”, destacou.

Mas o reitor explica que ainda há motivo para preocupação. “Ainda estamos aguardando os recursos para a assistência estudantil, que é fundamental para mantermos nossos alunos estudando”, disse Tonholo. O reitor detalha os números.

“O montante da recomposição não considera ainda a reposição da inflação do período. Para igualar ao valor executado em 2025 teríamos que chegar a 124 milhões de reais mais a inflação do período, ou seja, a Ufal precisaria de mais R$ 9 milhões para ter o orçamento para cobrir as nossas necessidades, chegando a cerca de 130 milhões de reais”.

Cauteloso, ele reafirma que mesmo com as dificuldades o momento está melhor que o anterior. “Só para lembrar, ano passado, a gente só conseguiu ter uma suplementação no mês de maio e essa recomposição anunciada já chega agora antes mesmo do fechamento do primeiro mês, ainda antes da liberação do decreto de regulamentação da Lei Orçamentária”, disse o reitor.

Os representantes dos professores também compreendem o esforço, mas fazem ressalvas. Eles reconhecem a boa vontade, mas defendem avanços. O secretário-geral da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), professor Jailton Lira, avalia que a recomposição orçamentária corrige o que ele chama de equívoco cometido pelo Congresso Nacional — que foi o responsável pelos cortes no orçamento das Instituições Federais de Ensino (Ifes) para 2026. Desta forma, o Governo Federal acaba assumindo a responsabilidade política pela correção desse equívoco.

Jailton aponta a Câmara dos Deputados e o Senado como responsáveis por uma queda brusca que a educação vem sofrendo há anos. “Ainda estamos distantes de termos aquela recomposição orçamentária referente aos anos de 2010 a 2015, quando o orçamento das instituições federais atingiu um valor mais satisfatório. Toda essa situação é reflexo das políticas de ajuste fiscal adotadas desde então. Precisamos pressionar o Governo e o próprio Congresso Nacional para que eles possam recompor os orçamentos das Instituições Federais de Ensino na íntegra. Esse é um trabalho coletivo”, afirma.

RECOMPOSIÇÃO

O Governo Federal publicou semana passada uma portaria que estabelece a recomposição integral do orçamento de 2026 destinado a Universidades e Institutos Federais. O investimento de R$ 977 milhões vem para desfazer a redução imposta pelo Congresso Nacional durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Desse montante, R$ 332 milhões vão para o custeio das universidades federais; e R$ 156 milhões para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Outros R$ 230 milhões, do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), serão revertidos para a concessão de bolsas a pesquisadores da educação profissional e tecnológica e da educação superior.

Desse montante, R$ 332 milhões vão para o custeio das universidades federais; e R$ 156 milhões para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Outros R$ 230 milhões, do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), serão revertidos para a concessão de bolsas a pesquisadores da educação profissional e tecnológica e da educação superior.

Desse montante, R$ 332 milhões vão para o custeio das universidades federais; e R$ 156 milhões para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Outros R$ 230 milhões, do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), serão revertidos para a concessão de bolsas a pesquisadores da educação profissional e tecnológica e da educação superior.