Política

Para Teca Nelma, novos nomes impactam na chapa

Por Emanuelle Vanderlei - repórter / Tribuna Independente 21/01/2026 07h53
Para Teca Nelma, novos nomes impactam na chapa
Teca Nelma defende que as personalidades estejam compromissadas com a democracia - Foto: Sandro Lima

A novidade sobre a chegada dos ex-deputados Davi Maia e Léo Loureiro para compor os quadros da Federação Brasil da Esperança - PT, PCdoB e PV -, pode mexer nos planos de quem já estava montando a chapa. A expectativa anterior, seria de que a Federação deveria fazer três nomes, que seriam os deputados Ronaldo Medeiros (PT) e Silvio Camelo (PV), e para a terceira vaga a chapa traz nomes competitivos, mas muitos apostam na vereadora Teca Nelma (PT), jovem em ascensão no cenário progressista de Alagoas.
Teca defende a liberdade de cada partido de apresentar seus nomes, mas reconhece que isso interfere no seu resultado.

“A pretensão de filiação do ex-deputado Davi Maia é ao Partido Verde. Embora estejamos todos na mesma federação, que é Federação Brasil da Esperança, cabe à direção do PV discutir o ingresso de novos quadros. Obviamente que a entrada do Davi Maia, que tem história na política alagoana, causa impactos na chapa”, analisa a parlamentar em contato com a reportagem da Tribuna Independente.

Diplomática, mas firme, Teca Nelma cobra defesa das pautas da Federação.

“A minha posição é de que todas as personalidades que façam parte da federação estejam comprometidas com a democracia, com a justiça social e com as bandeiras que esse arco de aliança defende. Lembro que a federação faz parte do governo Lula e devemos ter o compromisso de ajudar a reeleger o presidente, essa é nossa missão, todos que se somam a ela são bem-vindos”, ressalta a vereadora, que está em seu segundo mandato na Câmara de Maceió.

A Tribuna também tentou contato com os deputados Silvio Camelo e Ronaldo Medeiros, mas não obteve êxito. Também está previsto o ingresso do ex-deputado Judson Cabral para compor os quadros da federação.

ENTENDA A FEDERAÇÃO

A federação partidária, aprovada em 2021 permite a união de partidos políticos por pelo menos quatro anos.

Ao contrário das coligações, as federações não poderão ser desfeitas depois da disputa eleitoral. Embora preserve a autonomia operacional e financeira de cada partido, esse tipo de associação implica atuar em bloco no Congresso por, pelo menos, quatro anos.

O mecanismo das coligações é criticado por especialistas por criar os chamados “partidos de aluguel” apenas para as eleições e, muitas vezes, unir siglas com ideologias diferentes que negociavam apoios na base do “toma-lá-dá-cá”. As coligações continuam permitidas para eleições majoritárias, como para presidente ou senador.

A federação deve ajudar partidos menores a alcançar a chamada “cláusula de barreira”, criada para limitar o funcionamento dos que não tenham um desempenho mínimo a cada eleição.