Política
Renan Calheiros acusa EUA de violar soberania da Venezuela e cobra reação internacional
Senador afirma que ofensiva americana e captura de Nicolás Maduro ferem o direito internacional, critica intervenções unilaterais e defende atuação firme da
Senador Renan Calheiros (MDB) classificou como inaceitável e ilegal a operação militar liderada pelos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que se trata de uma violação clara da soberania de um Estado soberano e do direito internacional. A declaração foi feita em sua conta na rede social X, onde o parlamentar reagiu à ofensiva que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no final de semana.
Na avaliação de Calheiros, apesar da crise política prolongada em Caracas, nenhuma justificativa legal sustenta o uso de força estrangeira nem a detenção do chefe de Estado venezuelano, argumentando que tal ação constitui “uma invasão intervencionista e inaceitável” que deve ser repudiada veementemente por organismos multilaterais como as Nações Unidas.
O posicionamento dele se insere num contexto de rejeição global ao ataque dos EUA, que vários governos e instituições qualificaram como uma quebra de princípios fundamentais do direito internacional — incluindo o respeito à soberania e à integridade territorial — consagrados na Carta das Nações Unidas. Autoridades de países como China, México, Espanha e membros da União Europeia também expressaram que a operação de Washington representa um precedente perigoso e contraria normas fundamentais das relações entre Estados.
Em Brasília, essa reação encontrou eco em outras vozes do legislativo e do Executivo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) qualificou a intervenção como ultrapassando “uma linha inaceitável” ao violar a soberania venezuelana e pediu uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas.
O episódio, que envolveu bombardeios e detenção do presidente que estava sendo investigado por acusações de narcotráfico nos Estados Unidos, redobra a tensão regional e abre um debate sobre a legitimidade de intervenções militares unilaterais e o papel das instituições internacionais em conflitos entre Estados.
Crise interna e perspectivas
O governo venezuelano qualificou a operação como um ato de agressão militar, e a vice-presidente interina Delcy Rodríguez assumiu provisoriamente a presidência, afirmando que o Estado permanece unido apesar da captura de Maduro. Enquanto isso, protestos foram registrados em várias cidades do mundo, entre manifestações contra a intervenção estrangeira e celebrações de opositores do regime chavista.
Especialistas em direito internacional ressaltam que, além do debate jurídico, a operação intensifica tensões geopolíticas e amplia incertezas sobre os rumos da estabilidade regional, com impacto potencial em mercados e nas relações diplomáticas na América Latina.
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