Política
Ufal pode perder R$ 8,2 milhões no orçamento
Associação dos Docentes fez análise da lei aprovada pelo Congresso Nacional para 2026 e considera que AL deve ficar com 7,15% a menos
Após a aprovação da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 (PLN 15/25), concluída pelo Congresso Nacional no último dia 19, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), fez uma análise sobre as perdas que as Universidades Federais sofreram entre o projeto original e o que foi aprovado.
De acordo com a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), no caso da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o corte orçamentário deve chegar a R$ 8,2 milhões — uma diminuição de 7,15% considerando o montante previsto no Ploa 2026, que era de R$ 115.702.474,00.
A análise feita pela Andifes mostra que o orçamento originalmente previsto no Ploa 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões, representando uma redução de 7,05%.
A preocupação da Adufal é com a manutenção do funcionamento das instituições federais. Eles afirmam que a situação é extremamente crítica para a educação pública superior, que há anos vem lutando para recompor o orçamento que já é insuficiente para o pleno funcionamento das atividades das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).
De acordo com o professor Jailton Lira, secretário-geral da Adufal, há contas básicas em risco.
“Mesmo que a matéria ainda vá para sanção do presidente Lula (PT), é preocupante que esse corte absurdo tenha sido aprovado pelo Congresso Nacional. Diversas universidades públicas relatam grandes dificuldades em sustentar despesas como contas de luz e água, insumos para pesquisa, bolsas acadêmicas, entre outras coisas essenciais para a manutenção administrativa das instituições. Precisamos lembrar que as IFES possuem papel fundamental no desenvolvimento científico, social e econômico do país. Portanto, precisam de investimentos, e não de cortes”, afirmou.
A Adufal avalia também, que a assistência estudantil da Ufal deve sofrer ainda mais com o corte orçamentário aprovado pelo Congresso Nacional, uma vez que, do total previsto para 2026 (R$ 29.896.829,00), foi aprovado 7,24% a menos, resultando em R$ 27.733.044,00 para as despesas destinadas à permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A versão aprovada da Lei Orçamentária prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões, sendo R$ 1,8 trilhão de refinanciamento da dívida pública. Com a retirada das despesas com precatórios das contas, foi gerada uma margem fiscal de R$ 13,8 bilhões.
A nota da Andifes destaca que “Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”.
A associação nacional observa que isso se soma a cortes semelhantes ocorridos nos orçamentos da Capes e do CNPq. “Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A restrição orçamentária também impõe entraves à continuidade do desenvolvimento científico e, portanto, à soberania nacional”.
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